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Coluna

UM CHÁ DAS ESCÓCIAS, MAIS UMA HISTÓRIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Engraçado como histórias do meio artístico acontecem e você acaba nem percebendo que um dia isso vai ser motivo de risada. Creio eu que acontece com todo mundo. Quem não tem a sua história para contar, seja ela engraçada, perigosa ou vexatória? Eu mesmo quero contar uma. Lógico, sabendo que nem todo mundo gosta de ter sua historia contada, só vou contar agora porque foi autorizada pelo dono e advirto que nenhum fato será omitido (risos!) ou quase isso (risos!).

 

Pois bem, há muitos anos, em uma certa noite, estava eu na casa de Manno Góes (baixista e um dos sócios da banda Jammil e uma noites). Frequentava a casa dele pois à época minha relação de amizade era grande com ele (ainda é) e com a então namorada dele. Neste dia em questão tinha ido lá para jantar; acho que a namorada dele tinha viajado e, por conta disso, teríamos espaço para bater um papo mais ameno e falar sobre coisas cabíveis apenas ao universo masculino: futebol (risos!).

 

Bem, a noite correu muito agradável. Creio que na conversa que se seguiu foi “secado” uma boa quantidade do revigorante chá escocês (risos!). Conversamos e falamos sobre tudo. Vimos nas horas que se seguiram o primeiro DVD do Jammil que se tornou um DVD tipo “cult” por conta dos erros da galera. Coisas a exemplo da câmera chegar perto e a galera ao invés de olhar para frente, acompanhar a câmera com os olhos (risos!), fato que rimos pra caramba. Vimos os grandes jogos do time do Brasil de outrora, os vídeos de Pelé... Rapaz, foi tanta coisa que nem lembro mais.

 

Bom, quando nos demos por conta já era dia e o papo estava tão agradável que nem percebemos. Manno tinha bebido bem mais “chá escocês” que eu e foi dormir. Eu, por minha vez, fui trabalhar. Mas já no trabalho lembrei que na noite anterior a então namorada dele tinha comentado comigo, por telefone, que ele teria uma gravação falando sobre o então DVD que a banda Jammil tinha gravado e que seria ao meio-dia do dia seguinte no então Caranguejo da Dadá, que ficava na Orla.

 

Quando me lembrei disso, liguei para a pessoa que fazia a limpeza da casa e pedi para acordá-lo, no que fui informado momentos depois que ele nem se mexia (risos!). Acho que ele ficou tão tranquilo com a tal da bebida escocesa que dormiu profundamente.

 

Fui à casa dele e pense num trabalho pra acordar esse Manno. Dei travisseirada, murro, joguei água gelada e o cara abria o olho. Dava risada e voltava a dormir. E nisso, ligava a produção da banda querendo saber dele, ligava o empresário, ligava os caras da gravação de vídeo, ligava a namorada, resumindo, ligou quem podia e quem não podia pra ele. Depois de muita luta, eu até tendo ameaçado (risos!) de jogar um balde de água nele, ou colocá-lo no banho de roupa e tudo, o cara acordou.

 

Amigo, o negócio pegou de uma tal forma que o homem saiu a rua em um dia de 30 graus de casaco de couro e de óculos escuros (risos!). Meio-dia chegou no restaurante e gravou todo o vídeo desta forma e ainda puto da vida comigo, porque eu o tinha acordado. Pra ninguém pensar que estou mentindo, é so pegar o DVD do Jammil Praieiro, que se verá nos extras as falas de Manno feitas em Salvador, todas de casaco de couro e óculos escuros (risos!).

 

Quando lembramos disso outro dia, demos muitas risadas a ponto de dizer pra ele que iria colocar no ar, no que fui apoiado sem ressalvas pelo mesmo.

 

Pois bem, leitores, está aí uma das muitas histórias que passei. Tomara que em sendo contada como texto, exprima bem a forma com que ela aconteceu.

 

Entrou por uma porta, saiu pela outra, quem quiser que conte outra!

 

Luis Ganem

luis ganem@bahianoticias.com.br / twitter @luis_ganem

 

 

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