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TCHAU I HAVE TO GO NOW!

 

 

 

 

 

 

 

 

Alguns leitores, em e-mails enviados a minha caixa nesta semana, perguntavam o que achava desta situação do Jammil. Tudo que é bom acaba um dia, foi mais ou menos o começo de uma resposta a um desses mails. E talvez seja isso que os fãs do Jammil e Uma Noites estejam pensando por estes dias quando do anúncio do fim da parceria do cantor Tuca Fernandes com seus sócios, o baixista e compositor Manno Góes e a produtora artística Carreira Solo do empresário Paulo Borges.

 

Diferentemente de outros momentos marcantes que se deram na vida artística baiana, como a saída de Netinho da Banda Beijo, Márcia Freire da banda Cheiro de Amor, ou ainda de Ivete Sangalo da Banda Eva, a dança de microfones do Jammil traz, de algum modo, a resposta a uma pergunta que teima de tempos em tempos em rondar o meio artístico musical baiano: Teríamos nós valores para renovar nossa musica?

 

Mesmo não vendo essa entrada de Levi Lima ainda como um marco na renovação dos nossos artistas (não por ele, mas pela forma com que chega ao Jammil), ao menos o que era dito pelos menos entusiastas de que o mercado não tinha nomes que pudessem vir a se tornar “atores protagonistas”. Mas este pensamento caiu por terra com essa mudança de rumos no Jammil.

 

E em se falando do novo cantor da banda, há um bom tempo que reparo na performance deste rapaz. Já tinha visto a atuação dele de perto quando era um dos apresentadores do programa de rádio na Itaparica FM “Festa e Folia Mix”. Na época, percebi que havia ali um potencial a ser lapidado. Claro, no contexto do meio artístico, algumas máximas fazem com que nem sempre o bom alcance o sucesso. A mediocridade travestida de um rosto bonito e um sorriso fácil faz com que muitas vezes nos deixemos levar pelas aparências em detrimento de outros fatores como caráter, por exemplo, coisa que neste meio está cada vez mais raro, diga-se de passagem.

 

E, no mais, chega de procurar saber o porquê do fim da história. Quem labuta no meio artístico sabe há muito tempo que Manno Góes e Tuca Fernandes já pensavam de forma diferente. Acho até engraçado essa satisfação que se dá ao mercado, dizendo que os artistas saíram numa boa, com o mais alto nível de dialogo e blá blá blá. Nada disso. O pau quebrou, chutaram o gato e o balde, um era o dono do campo e o outro era o dono da bola e, como ninguém quis ceder, acabou o baba, ou a pelada, como queiram.

 

O mais importante nesta historia é que ninguém morreu. Se um lado ficou com a marca Jammil, o outro lado ficou com os Blocos que faziam parte do negócio. O diferencial, e é isso que ficará provado mais na frente, é saber o que era mais forte nesta história. Se a marca Jammil, de Mano Góes, ao apostar no novo, mas já conhecido, Levi Lima e mostrar que o nome “Jammil e Uma Noites” se sobrepõe a quem quer que seja, ou Tuca Fernandes, em mostrando que ele era a voz que dava nome a banda.

 

Tchau, I have to go now, I have to go now, tchau!

 

Luís Ganem

luisganem@bahianoticias.com.br / twitter @luis_ganem

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