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Coluna

SE PREOCUPANDO COM O FUTURO

 

 

 

Bom, como todo mundo depois do Carnaval tira uns dias de férias, também tirei alguns dias para refletir sobre esse Carnaval e, olha, vi muita gente ralando legal nos circuitos. Muito produtor honrando a 'pasta case' (também já tive uma) que usa durante o ano em viagens e muito dono de produtora dando ordem para tudo que é lado (um abraço para meu amigo Rodrigo Melo).

Mas teve uma situação que me saltou aos olhos ao findar da folia de momo: ou o espaço está menor para se apresentar ou estamos ficando carentes de novas revelações.

Não sei se essa impressão é só minha ou outras pessoas repararam. No entanto, me pareceu menor o surgimento de novos valores neste ano. E olha que estou falando de artistas solo ou bandas que nunca tenham passado pelo circuito, - para depois os “fakes” não ficarem nervosos.

Pois bem, e ai me vem a pergunta: que valores teremos daqui a alguns anos para ocupar o lugar das nossas principais estrelas do axé? Não adianta dizer que estamos cheios de novos artistas e que serão os substitutos dos atuais porque a coisa não está bem assim não.

Dos que já estão ai vejo em Tomate o único concreto no que se diz respeito à consolidação como grande artista. O único dos que eram promessa solo. E, olha, não estou desfazendo de ninguém nem desfazendo opiniões que tive no passado. Estou apenas constatando o que vejo atualmente, sendo que essa visão pode até mudar, mas por enquanto...

Posso, em princípio, identificar alguns que, em minha opinião, têm condições de se tornar caso continuem na música ou na ascendente que estão estrelas maiores do nosso Carnaval. Já disse aqui e repito: gosto de Katê, da VoaDois, pois vejo nela um artista em potencial que tem um timbre grave lindo e, ao mesmo tempo, uma voz rouca que é estupenda.

Gosto também do menino Levy da Via Circular, mas confesso que neste Carnaval, em particular, não me agradou muito. Talvez por conta do trio que o mesmo passou. Enfim, ficou um pouco a desejar, mas é uma grande promessa. Outro que merece meu respeito é o excelente cantor Serginho Fernandes da Chica Fé.

 

Com certeza têm bons artistas ai no mercado que, ao que vi, não tiveram chance alguma de aparecer um pouco mais nesse Carnaval. E ai, das duas uma. Ou não está sendo dado espaço às novas revelações do axé ou - digo como mea culpa - não estou tendo acesso a esses novos valores. Dai que peço às produtoras, empresários ou até mesmo aos artistas que assim o queiram que mandem seus CDs para o Escritório do Bahia Notícias em meu nome para que possa ouvir e até enxergar esses novos valores.

É importante saber a quantas anda a renovação do axé e começar a identificar novos valores e daí, sim, refletir para o futuro como estará a nossa música nos anos que se seguem. Temos que entender de uma vez por todas que nossas Estrelas atuais um dia terão e vão ter que passar a coroa e o bastão. E, para isso, já disse em outra oportunidade aqui nesta coluna que é importante que enxerguemos o futuro do Carnaval em todas as suas esferas, inclusive na renovação de suas estrelas.

Mas, por enquanto, ainda bem que não existe a possibilidade de ficarmos sem um Durval Lelys, um Bell Marques ou uma Ivete Sangalo, dentre outros. Porque ai, amigo, só ficariam os artistas midiáticos, os tais “artistas de playground” (Deus me livre!, cruz credo), e seria realmente o fim do 'baile".

E ficar em fim de baile amigo, não faço questão.


Arrivederci !!

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