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NOVAS POLÊMICAS, VELHOS CARNAVAIS



Agora sim esta chegando perto do nosso carnaval. A gente começa a se perceber isso com a quantidade de festas que começam aos poucos a acontecer na nossa cidade, além das ações que começam a acontecer antes da festa.

Dentre elas, uma que já começa a causar conversas nas rodas artísticas é a regulamentação das festas populares em Salvador feita recentemente pela Prefeitura Municipal e que tem como objetivo final tentar disciplinar mais um pouco as festas e o carnaval de Salvador.

Entre essas medidas, a que mais tem causado conversas é a modificação ou a regulamentação das ações das emissoras de radio e televisão na área de apresentação dos circuitos oficiais.

A ação visa terminar apenas com os chamados “PAs”, que nada mais são do que as caixas de som que ficam na frente dos estúdios de rádios e TVs  e que fazem com que os apresentadores interajam com os artistas quando da passagem dos mesmos pela área de imprensa.

Entende a Prefeitura que esse tipo de interação deixou de ser interessante a partir do momento que televisão, para não participar do bate papo que outra TV está fazendo naquele momento, coloca os comerciais, consequentemente saindo da transmissão. O que diminui o tempo de exposição da festa na mídia.

Penso que, nesse entendimento, a Prefeitura quer evitar ao máximo a perda de espaço que a festa tem na mídia televisada e, consequentemente, agradar aos seus patrocinadores e ao folião caseiro.

Os “PAs” para as televisões se tornaram uma forma de trazer mais audiência para o seu canal.  A partir do momento em que o artista para em frente a uma cabine de televisão e consegue interagir com os apresentadores, a emissora ganha audiência e agrada a toda uma grade comercial que a segue. Nessa bola de neve, vende mais inserção e por aí vai.

Mas aí se pergunta: não tem o artista 30 minutos de apresentação dentro da arena? Sendo ele dono dos seus 30 minutos, não cabe a ele decidir se para ou não para atender? Pelo que me lembro, quando um bloco ou entidade “estoura” o tempo dentro da área oficial do circuito é aplicada uma multa por parte da Prefeitura.

Se entendi bem, o que a prefeitura quer evitar é que somente um órgão de imprensa monopolize a atenção do artista na parte oficial do circuito e que, por conta disso, o circuito fique chato, enfadonho.

Até agora não vi nenhuma queixa formal de órgão de imprensa manifestando ser contrário a essa determinação da Prefeitura de Salvador.  Mas como tudo que acontece no nosso carnaval, a polêmica esta lançada e aguardemos cenas dos próximos capítulos.

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