Pod do Marrom: Ricardo Chaves relembra confusão na Justiça com Bloco Coruja que atrasou estreia de Ivete na folia
Convidado do primeiro episódio do 'Pod do Marrom', novo produto do Bahia Notícias com o jornalista Osmar "Marrom" Martins, o cantor Ricardo Chaves relembrou uma das maiores "polêmicas" da carreira, a crise envolvendo o Bloco Coruja. O artista revelou que a confusão teve início antes mesmo do bloco, um dos mais tradicionais do Carnaval de Salvador, ter Ivete Sangalo como principal puxadora.
Segundo o cantor e compositor, toda situação foi causada por falta de informações sobre os bastidores do bloco. Ricardo relembrou que o Coruja chegou a ter vários sócios ocultos que não sabiam da participação na agremiação, a exemplo de Cristóvão Rodrigues, também convidado do podcast.
"Tiveram alguns sócios ocultos que nunca souberam que eram sócios. [Jorginho Sampaio] fez um arrendamento do bloco Coruja por sete anos e colocou alguns sócios para dar prestígio, um deles era Cristóvão Rodrigues, que não sabia, o outro dele era Sérgio Simões, do A Tarde, ele fez um conchavo para ter a força e lançou Simone Moreno, só que naquele Carnaval, Simone não deu certo lá no bloco, não apareceu lá para cantar."
Após a situação, o empresário teria chamado outras pessoas para se associar, entre eles Ricardo Chaves, que aceitou o convite. "[Ele] chamou o pessoal do Eva para ser parceiro dele, e me chamaram. 'Ricardo, quer arrendar? Quer ser sócio da gente?', aí eu disse, rapaz, eu tô saindo do Crocodilo, Durval me ligou que estava arrendando o InterAsa por seis anos, me associei".
Para Ricardo, apesar de já ter resolvido a situação com Jorginho e ser um parceiro do empresário atualmente, toda confusão no passado deu uma dor de cabeça. A saída de Ivete do Eva e a busca dos empresários para colocar a estrela da música baiana em um bloco foi o que desencadeou a confusão. "Ivete, sai do Eva e monta uma equipe dela [...] e eu tinha oferecido a Ivete o Coruja, se você quiser eu dou um dia do Coruja para você, mas você não vai precisar", relembrou.
O cantor revelou que foi procurado para comprar o bloco, mas não teve interesse no investimento. Só não imaginava que o Coruja seria vendido e ele não seria contemplado pelos novos donos, mesmo tendo 3 anos de arrendamento do bloco.
"Os donos do Bloco Coruja me procuraram e disseram 'Você quer comprar o Coruja?', eu disse de jeito nenhum, eu ainda tinha três anos de arrendamento, comprar eu não quero. Vocês podem vender a vontade, mas digam, mostrem a cláusula do contrato ou então me paguem o que tem, e a multa era gigante. O grupo que estava tomando conta da carreira de Ivete, achou que era comprar e vamo nessa, só que não era bem assim e o caso foi para a Justiça."
Ricardo faz questão de frisar que não teve problema com os artistas e a situação com o Coruja foi algo empresarial. "Foi para a Justiça para defender os direitos do contrato e cumprir o contrato, cumpri os três anos de contrato. Tanto que Ivete atrasa a entrada dela no Coruja por três anos, ela foi cantar no Me Abraça antes de Durval, eu cumpro meu contrato, faço um acordo de ressarcimento".
O artista ainda retornou para o Crocodilo após um convite de Daniela Mercury e passou três anos puxando o bloco na Barra.
SOBRE O POD DO MARROM
O novo programa do jornalista, um dos principais nomes da comunicação baiana, terá como proposta reunir grandes nomes do entretenimento, entre artistas, produtores e profissionais que atuam nos bastidores dos principais eventos da Bahia, do Brasil e do mundo.
Com mais de 40 anos dedicados ao jornalismo, Osmar Martins construiu uma carreira diretamente ligada à ascensão da Axé Music e à consolidação da indústria do entretenimento na Bahia. Marrom iniciou, em agosto deste ano, uma nova fase profissional no Bahia Notícias, onde passou a assinar o tradicional "Blog do Marrom".
O "Pod do Marrom" terá episódios lançados quinzenalmente, sempre as quintas, às 12h, no canal do Bahia Notícias no YouTube.
Com o projeto, o Bahia Notícias amplia sua produção de conteúdos audiovisuais, apostando em conversas que combinam memória, informação e histórias pouco conhecidas do público.
