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Notícia

De virada, Vitória perde e assiste à festa da Portuguesa

Por Felipe Santana

Foto: Edson Lopes Jr./Terra

Convidado de luxo, o Vitória chegou a sair na frente do marcador mas não conseguiu manter o ritmo capaz de estragar a festa da líder Portuguesa na noite desta terça-feira (18). Em um Canindé respirando clima de festa, o time paulista fez mais uma vítima na Série B e com 64 pontos praticamente selou o retorno à elite do futebol brasileiro em 2012. Apesar do resultado negativo, 3 a 1, o Vitória permanece apenas há seis pontos dos quatro primeiros colocados. Na próxima rodada, contra o Náutico, o rubro-negro terá chance de reduzir a diferença para apenas três no duelo de "seis pontos", no Barradão.

Vitória começa bem e abre o placar
Antes da bola rolar, o Estádio do Canindé, em São Paulo, era puro clima de festa. Naquele momento um triunfo colocaria a Portuguesa a um passo do retorno à elite do futebol brasileiro. Mas, quando o juiz apitou o início de jogo, o que se viu dentro das quatro linhas foi um Vitória disposto a estragar os planos da equipe paulista. Bem postado defensivamente, o time baiano assustou logo aos 11 minutos. Nino Paraíba trouxe a jogada até intermediária adversária e rolou para Fábio Santos. Dentro da grande área, o camisa 9 soltou uma bomba e obrigou Weverton a fazer uma boa defesa. Mas não demoraria muito para o rubro-negro abrir o placar. Aos 17, Preto fez um lançamento primoro para Gilberto, entre os zagueiros, dominar e chutar, de perna direita, sem chances para o arqueiro da lusa. Vitória 1 a 0.

Lusa acorda e vira o jogo
A Portuguesa, que dava sinais de nervosismo, não conseguia se achar ofensivamente. Porém, para infelicidade rubro-negra, os comandados de Jorginho quando acertaram uma jogada foram eficientes ao extremo. Aos 24, Edno fez o trabalho de pivô e rolou para Marcelo Cordeiro, dentro da grande. O camisa 6 rolou para o meio e só observou a chegada de Henrique, que precisou apenas dar um tapa deixando tudo igual no Canindé. Apesar do gol sofrido, o time baiano continuou a se comportar da mesma forma. Explorando os contra-ataques, principalmente pelo lado direito, o Vitória de certa forma conseguia manter a lusa longe da grande área. Porém, em um lance de bola parada, tudo foi por água abaixo. Aos 37, Marcelo Cordeiro cobrou o escanteio da esquerda e achou o zagueiro Leandro Silva, dentro da pequena área, para fazer Portuguesa 2 a 1.  No último lance da primeira etapa, aos 45, Fábio Santos arriscou de fora e levou um certo perigo à meta de Weverton.

Portuguesa voltou em cima
No reinicio da partida, Edno teve em dois lances a chance de ampliar o placar no Canindé. O atacante chutou da entrada da grande área e fez Douglas se esticar todo para evitar o terceiro gol. Na sobra, a zaga do Vitória cortou mal e deixou nos pés de Ivo. O meia chutou cruzado e encontrou Edno, que de carrinho, isolou a bola. O Vitória não demorou para responder. Aos 5, Zé Luis pegou a sobra e chutou rente ao poste esquerdo de Weverton. O susto não intimidou o time da casa. Aos 12, Marco Antônio cobrou falta na cozinha do leão e a zaga cortou para frente da área. Ivo, de primeira, pegou bem e viu a bola tirar tinta da trave do gol de Douglas. 

Xuxa entra e o Vitória melhora
Em um contra-ataque rápida a Portuguesa desperdiçou uma bela oportunidade. Ivo disparou pela esquerda, sem marcação, e ajeitou para o meio da grande área onde estavam Marcelo Cordeiro e Edno. Os dois bateram cabeça e o rubro-negro recuperou a bola. Na sequência da jogada, Fernandinho foi até a linha de fundo e cruzou para Xuxa, de perna direita, acertar o travessão. Aos 24, o meia Xuxa, que entrou no lugar de Zé Luis para dar mais ofensividade ao time, dominou a bola na entrada da área e chutou com força para uma excelente defesa de Weverton, colocando a bola para escanteio. A jogada aérea, para muitos principal deficiência rubro-negra, foi motivo de preocupação aos 27. O zagueiro Renato testou com estilo e Douglas precisou se esticar todo para encaixar a bola que tinha endereço certo.

Final dramático
Como aconteceu nas últimas duas partidas, o final do jogo do Vitória se tornou um teste para cardíaco. Aos 40, Edno recebeu um belo passe de Timbó e chutou no ângulo de Douglas para fazer o terceiro da Portuguesa. Se penso ali que o leão estava morto. Porém, aos 43, Maurício reascendeu o time baiano. Geovanni cruzou na medida e o zagueiro cabeceou, com precisão, no canto esquerdo de Weverton. Haja coração! Aos 45, Nino Paraíba cruzou e Fábio Santos, livre, testou por cima do gol aquela que seria a chance do empate rubro-negro.

PORTUGUESA 3 X 2 VITÓRIA
Estádio:
Canindé, em São Paulo (SP).
Data: 17/10/2011.
Árbitro: Suelson França Medeiros (RN).
Auxiliares: Eduardo Lincoln Neves (RN) e Flavio Gomes Barroca (RN).
Gols: Henrique, Edno e Leandro Silva (Portuguesa) / Gilberto e Maurício (Vitória)
Cartões amarelos: Luis Ricardo e Boquita (Portuguesa) / Nino Paraíba, Maurício, Jean e Neto Coruja (Vitória)

PORTUGUESA: Weverton; Luis Ricardo, Rogério, Leandro Silva (Renato) e Marcelo Cordeiro; Guilherme, Boquita, Marco Antônio e Henrique (Júnior Timbó); Ivo (Raí) e Edno. Técnico: Jorginho.
VITÓRIA: Douglas; Nino Paraíba, Jean, Maurício e Fernandinho (Felipe); Zé Luís (Xuxa), Neto Coruja, Preto (Neto Baiano) e Gilberto; Geovanni e Fábio Santos. Técnico: Vágner Benazzi

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