Médico do Vitória explica grave lesão de Dudu; saiba detalhes
Nesta quarta-feira (11), o coordenador do departamento médico do Vitória, Marcelo Côrtes, detalhou a lesão na coluna do volante Dudu e projetou um prazo de cerca de oito meses para o retorno do jogador aos gramados.
Segundo o médico, o jogador convive com dores na região lombar há aproximadamente um ano e meio. Durante boa parte desse período, o problema vinha sendo tratado de forma conservadora e sem comprometer significativamente o rendimento do atleta. Nos últimos três meses, porém, o quadro apresentou piora.
“Nos últimos três meses ele entrou em uma curva de piora e passou a apresentar queda de rendimento e de performance, fazendo com que não consiga treinar nem jogar sem dor incapacitante”, explicou Côrtes.
Exames apontaram que Dudu sofreu um escorregamento entre a quinta vértebra lombar e a primeira vértebra sacral, condição conhecida como espondilolistese. De acordo com o departamento médico do Vitória, o caso foi classificado como grau 3, estágio em que o deslocamento da vértebra varia entre 50% e 75%.
Diante do agravamento do quadro, o clube buscou avaliações de especialistas em coluna. O jogador passou por consultas em Salvador e também em São Paulo, e a indicação de cirurgia foi consenso entre os profissionais ouvidos.
“Nós esgotamos todas as formas de tratamento não cirúrgico. Diante disso, proporcionamos ao atleta consulta com três especialistas, um em Salvador e dois em São Paulo, e a indicação dos três foi unânime: o tratamento cirúrgico para correção do problema”, afirmou o médico.
De acordo com Côrtes, o Vitória já iniciou os trâmites administrativos e os procedimentos pré-operatórios para que a cirurgia seja realizada o mais rápido possível. O procedimento será feito por um especialista na capital paulista.
A operação é considerada delicada e de alta complexidade. Após a cirurgia, Dudu deverá permanecer alguns dias em repouso antes de iniciar o processo de reabilitação.
“O retorno à atividade profissional de alto rendimento deve acontecer em torno de oito meses após a cirurgia. Esse é um tempo médio observado em atletas submetidos a esse tipo de procedimento”, explicou o coordenador médico.
