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Notícia

Em meio à crise, Liga do Nordeste não tem conselho fiscal formado

Por Glauber Guerra

Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

Um oceano de dúvidas e poucas gotas de certeza. É nesta “pegada” que funciona a Liga do Nordeste. O Bahia Notícias apurou que a entidade não tem um conselho fiscal formado. Como o próprio nome já diz, o órgão, comum em empresas, agremiações e entidades, é responsável por fiscalizar toda a gestão e denunciar fraudes e problemas.

 

De praxe, o conselho fiscal é um órgão interno, mas com atuação independente para fiscalizar os resultados de uma empresa ou entidade.

 

Em 2015, Alexi Portela, que renunciou à presidência da Liga do Nordeste no mês passado, após ser acusado de falta de transparência (relembre aqui), prometeu instalar o conselho fiscal, mas foram apenas “palavras ao vento”.  

 

Uma comissão montada por presidentes dos clubes que compõem a Liga do Nordeste já identificou essa falha e a promessa é que a partir de 2023 a entidade tenha um conselho fiscal. 

 

Atualmente, a Liga do Nordeste é presidida por Constantino Júnior.

 

LIGA DO NORDESTE EM CRISE

A Liga do Nordeste foi fundada em 1997 e passa pela sua pior crise da história. Tudo começou quando os clubes exigiram a rescisão com a LiveMode por considerar o contrato de exploração comercial da empresa lesivo a entidade e também falta de transparência nos contratos celebrados por Alexi Portela, presidente da Liga na ocasião. Após as denúncias, Alexi renunciou à presidência (relembre aqui).

 

Para se ter uma ideia do “caos” que se tornou a Liga do Nordeste, a entidade entregou de “mão beijada” para LiveMode a marca da Copa do Nordeste, que detém a propriedade desde 29 de novembro de 2013 (saiba mais aqui).

 

PRIVILÉGIO PARA TRÊS FEDERAÇÕES
A Liga do Nordeste, quando era comanda por Alexi Portela, beneficiou três Federações Estaduais, conforme apuração do Bahia Notícias. São elas: Sergipe, Rio Grande do Norte e Piauí. O privilégio contou com adiantamento de cotas para as entidades e clubes. As outras seis (Pernambuco, Bahia, Ceará, Maranhão, Alagoas e Paraíba) ficaram de fora. 


Presidentes das federações do Rio Grande do Norte, Piauí e Sergipe | Foto: Divulgação

 

A Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) é presidida por José Vanildo, enquanto Robert Brown está à frente da Federação de Futebol do Piauí (FFP), e Milton Dantas é presidente da Federação Sergipana de Futebol (FSF).

 

O responsável por receber os tais adiantamentos em algumas ocasiões foi Milton Dantas. Os repasses financeiros eram feitos em um dos escritórios da empresa de Alexi Portela, localizado em Salvador (BA). Vale lembrar que a Liga do Nordeste não tem sede própria e funcionou em uma das companhias de Portela (relembre aqui).

 

O Bahia Notícias tentou contato com Constantino Júnior, presidente em exercício da Liga do Nordeste, Alexi Portela, ex-presidente da Liga, bem como a LiveMode, e os mandatários das Federações de Sergipe, Piauí e Rio Grande do Norte, mas as ligações não foram atendidas. Caso isso ocorra, o texto será atualizado com o posicionamento das partes citadas.

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