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Chamusca analisa empate, comenta substituições e explica situação de Juninho

Por Gabriel Rios

Foto: Glauber Guerra / Bahia Notícias

No primeiro Ba-Vi da temporada, o resultado acabou empatado. Em partida disputada neste domingo (3), na Fonte Nova, pela 3ª rodada da Copa do Nordeste, o Esquadrão saiu na frente com Gilberto, mas o Leão empatou com o estreante Matheus Rocha. Em entrevista coletiva após o embate, o técnico Marcelo Chamusca analisou a partida e apontou os pontos positivos e negativos dos seus comandados.

 

“Os nossos maiores problemas residiram, não na fase defensiva, mas quando tínhamos a bola. Jogamos muito pouco e não tivemos qualidade. Não conseguimos fazer o que tínhamos planejado, de rodar mais a bola. Tivemos certa dificuldade de recomposição. O Bahia começou muito forte. Passamos a ter um controle na segunda etapa, montamos uma segunda linha de cinco, espetamos os volantes. Conseguimos empatar, acho que poderíamos ter achado uma ou duas bolas na transição e definir o 2 a 1. Mas por tudo que foi apresentado, fizemos observações importantes. É apenas o terceiro jogo deles e enfrentar o Bahia que tem uma continuidade do trabalho do treinador, é complicado. O banco deles é de muita qualidade. Conseguimos nos superar, será importante para a sequência. Não estou satisfeito pelo empate, mas em resumo do que aconteceu, foi interessante para nós”, avaliou.

 

O treinador também comentou as substituições feitas durante a partida. Após total domínio do Bahia na primeira etapa, o Vitória evoluiu no segundo tempo com as entradas de Rodrigo Andrade e Erik.

 

“Passa muito pela entrada do Rodrigo. Lá em Jacobina já havia acontecido esse fato. O Wesley não vinha bem na partida, estava desgastado na parte emocional. O Rodrigo tem raça, força física e tem qualidade de jogo. Só temos que melhorar a parte física dele, pois não consegue concluir os 90 minutos. O Erik pelo Yago foi para ganharmos velocidade em cima do Moisés. Já a entrada do Ramon foi à reação à entrada do Fernandão. Já sabia que eles iam cruzar muitas bolas no final do jogo, então montei uma linha de cinco e conseguimos neutralizar essa jogada. Se pudéssemos aproveitar a transição no final da partida, poderíamos ter saído com o triunfo. Mas foi um resultado justo”, salientou Chamusca.

 

Questionado pela atuação do atacante Andrigo, o treinador reconheceu que o atleta ainda não deslanchou na temporada, mas afirmou que dará confiança ao jogador.

 

“Nesse momento, vou pela primeira opção, que é dar confiança a ele. Conheço o seu futebol. Ele melhorou na segunda etapa, é experiente e muito trabalhador. Ele sabe que precisa evoluir, isso vai acontecer pouco a pouco. Nossa análise é permanente. Caso ele evolua, ótimo. Caso não evolua, vamos buscar outra opção”, destacou.

 

Sem atuar desde abril de 2018, o lateral-esquerdo Juninho foi a novidade na lista de relacionados para o clássico. No entanto, Chamusca acabou optando por improvisar Jeferson na posição. O treinador explicou a decisão.  

 

“Foi feito um planejamento para que Juninho seja pouco a pouco colocá-lo nas partidas. Não conseguimos nesses primeiros jogos por uma questão contratual. Não posso colocar um jogador que não atua desde abril do ano passado, com um Arthur em cima dele. Jeferson é mais consistente. Juninho terá suas oportunidades, só precisamos ritmar ele um pouco mais”, concluiu.

 

 O resultado colocou o Leão de volta ao G-4 do Grupo A. O Vitória figura na 4ª colocação com três pontos conquistados. O próximo compromisso do clube será na quarta-feira (6), pelo Campeonato Baiano. Os comandados de Marcelo Chamusca recebem o Jequié, às 19h30, no Barradão, pela 4ª rodada do certame estadual.  

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