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Argel elogia desempenho do Vitória em triunfo: 'Sobrou na parte física'

Por Júlia Belas

Foto: Jefferson Peixoto/Ag Haack
O treinador Argel Fucks elogiou o desempenho e preparo físico dos jogadores do Vitória após o triunfo sobre o Atlético-PR por 3 a 2 no Barradão. O comandante rubro-negro defendeu Flávio e Euller, bastante criticados pela torcida, e voltou a elogiar Marinho, que, com dois gols e uma assistência, foi a principal peça do rubro-negro baiano na partida.
 
"Não é demérito sair com 30, 25 minutos do primeiro tempo, eu já fiz isso no Internacional várias vezes", disse Argel, referindo-se à entrada de Cárdenas no lugar de Flávio. "O treinador pode errar, mas tem que errar por ação, não por omissão. Eu não tenho medo no futebol, eu gosto de pagar para ver.(...) O futebol tem pressa, precisa mudar, até porque era um jogo decisivo".
 
Para Argel, o Vitória deu "um banho" de preparo físico no Atlético-PR. O treinador afirmou que considera o Furacão o time que mais deu trabalho ao Leão. "O Atlético é uma equipe de muita qualidade, para mim foi a que mais trouxe dificuldade. São Paulo, Cruzeiro, Botafogo, Grêmio não, mas o Atlético é diferente. Tem muita qualidade, jogadores diferentes, rodados, se a gente deixa jogar eles gostam de jogar.(...) A nossa equipe sobrou na parte física, no segundo tempo os jogadores deles estavam caindo com câimbras, mas é fantástico o trabalho do Reverson e do Ângelo. O time correu muito, a parte técnica é importante, mas o que prevaleceu foi a parte física", disse.
 
O treinador ainda comentou a discussão que aconteceu entre Victor Ramos e Marinho quando o time deixava o campo no intervalo da partida. Para ele, o fato de ser uma "guerra" mostrou uma indignação dos jogadores.
 
"É um time de homens, os jogadores vão discutir, bater boca e a gente vai apaziguar. Trato eles como cuido dos meus filhos, às vezes dá carinho mas também dá chineladinha. Acho legal porque há uma indignação, no calor da partida não dá para pedir por favor, com licença, muito obrigado. Eu sou o treinador, o comando é meu. Todo mundo se entende, recupera a confiança e volta para jogar a guerra. Foi um jogo épico, não parecia Campeonato Brasileiro, parecia jogo da Libertadores", disse.

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