Gritaria, bate-boca e tumulto marcam reunião do Conselho Deliberativo do Vitória
Gritaria, bate-boca, tumulto e até dedo em riste. Esse foi o clima da reunião do Conselho Deliberativo do Vitória realizada na noite da última quarta-feira (14), no Barradão. O encontro foi realizado para analisar a proposta de reforma do estatuto elaborada pelo Conselho Diretor da agremiação, que entre outras coisas visa implantar eleições diretas no Rubro-negro. A proposição acabou rejeitada. Logo após o término da reunião, o deputado federal e presidente do conselho, José Rocha (PR), discutiu com alguns membros do colegiado e por pouco o local não se transformou em um ringue de luta livre. Rocha lamentou o episódio. “Infelizmente muita gente que é conselheiro e foi indicada por alguém, não quer eleições diretas no clube. Eu quero que o associado vote. Colocamos em votação e eles rejeitaram a proposta. Infelizmente a eleição direta em dezembro está sepultada”, disse o parlamentar-cartola, em entrevista ao Bahia Notícias. Nilton Almeida, ex-diretor jurídico do clube, e que votou contra a proposta, repudiou a postura de José Rocha à frente do Conselho. “Sou a favor das eleições diretas e participei desde ano passado na reforma do estatuto. E José Rocha quer a aprovação de uma coisa que fere uma decisão judicial (...) Esse texto iria para a Assembleia Geral e abriria margem a diversos questionamentos por descumprimentos de ordem judicial. Isso ia deixar aberto um flanco para uma nova disputa judicial. Antes tinha pedido de intervenção pela falta de uma ata. Imagine pelo descumprimento de uma ordem judicial? Não tentem impingir aos conselheiros a aprovação de um texto ilegal e com artigos que podem comprometer o clube”, afirmou. Presidente do Vitória, Raimundo Viana lamentou o clima hostil na reunião. “Fiz o que pude. Infelizmente a reunião aconteceu desta forma. Não era para ser assim”, comentou.
