Viana critica entrada de outros clubes como parte interessada no 'caso Victor Ramos'
O presidente do Vitória, Raimundo Viana, concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira (28) para falar do “caso Victor Ramos”. O atleta é acusado de atuar irregularmente no triunfo por 3 a 0 sobre o Flamengo de Guanambi, no último sábado (26). Com isso, a diretoria do clube do interior entrou com uma ação no Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol da Bahia (TJD-BA). O mandatário do Leão se diz tranquilo, mas criticou a entrada de outras agremiações como “parte interessada”.
“Tudo que acontece com o Vitória tem uma dimensão. Me dei conta que o Vitória é grande, é o único da Bahia na Série A, que fez a maior negociação de jogador nos últimos anos. Isso tem repercussão nacional e internacional. Não gostaríamos que fosse assim. O que eu posso tranquilizar a torcida do Vitória é de que se o Vitória faz tudo da maneira mais transparente possível e a gente lança e agora fica com medo? A nossa preocupação hoje é com o jogo de sábado a oito [contra Juazeirense]. Vamos para lá para ganhar o jogo, para carimbar a nossa passagem para a final. Essa é nossa preocupação. Nada nos abala. Não sou eu que vá desestimular quem quer que seja a lugar pelo que considere acertado. Esse resultado interessaria a quem? Talvez o Flamengo porque não teria perdido o jogo, o Vitória estaria fora. Aí por que outros times estão interessados? Parece que o Feirense também foi interessado. Daqui a pouco vão dizer que o Vitória tem que sair da Série A”, afirmou Viana.
O mandatário Rubro-negro ainda voltou a explicar como foi feito a transferência de Victor Ramos para o Vitória. O atleta pertence ao Monterrey, do México, mas estava emprestado para o Palmeiras. O clube mexicano não pediu a documentação de volta e após o fechamento da janela, o defensor ficou preso” no Brasil. Para inscrever o jogador no BID, o Vitória precisou de uma autorização especial da Fifa.
“Vocês da imprensa falam o linguajar da torcida, levam os fatos. Eu estou dizendo que o Vitória fez um contrato com o Monterrey. Levamos esse contrato à FBF, que submeteu à CBF. E a CBF, depois de analisar todos os aspectos, inscreveu o jogador no BID dando condição de jogo. E nós pudemos lançá-lo. Na CBF, para que isso ocorresse era preciso que a transferência fosse internacional ou que fosse nacional. E por que foi interna? O Victor não retornou para o México. Toda a situação dele estava no Brasil. Quem tinha que fazer a transferência? A CBF. Logo, tudo resolvido”, comentou.
