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Notícia

Paulo Angioni morre aos 80 anos após carreira de quatro décadas como dirigente de futebol

Por Redação

Foto: Divulgação/Fluminense FC

Paulo Angioni, executivo de futebol com passagens por alguns dos principais clubes brasileiros, morreu aos 80 anos. O dirigente tratava um câncer no pâncreas desde o início de setembro, no Rio de Janeiro. Seu último trabalho foi no Fluminense, clube pelo qual torcia desde a infância.

 

Angioni começou a carreira no futebol nos anos 1980, quando deixou o Municipal, na Tijuca, para trabalhar no Vasco. No clube carioca, permaneceu por 14 anos. Ao longo da trajetória, também passou por Flamengo, Palmeiras, Corinthians, Bahia, Olaria e Fluminense, além de ter atuado na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

 

O dirigente integrou a comissão da Seleção Brasileira como supervisor em 1989 e 1990. Nos clubes, conquistou títulos estaduais, nacionais e internacionais durante as quatro décadas de atuação.

 

A ligação com o Fluminense ganhou destaque ao longo da carreira. Angioni teve sua primeira passagem pelo clube em 2000 e retornou em outras oportunidades até reassumir a função de executivo de futebol.

 

Em entrevista ao ge, em 2023, o dirigente falou sobre a relação com os atletas e apontou a convivência com os jogadores como um dos principais motivos para seguir trabalhando no futebol.

 

"O jogador é a razão da minha vida no futebol. Não só é a minha sobrevivência, mas é a minha contribuição ao jogador", afirmou.

 

Angioni também defendia uma atenção maior à saúde mental dos atletas. Ainda durante sua passagem pelo Vasco, em 1989, participou da iniciativa de levar psicólogos para dentro do departamento de futebol. Anos depois, passou a defender também a presença de psiquiatras nos clubes diante do aumento da pressão sobre os jogadores.

 

Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória ocorreu em 2023, quando o Fluminense conquistou pela primeira vez a Copa Libertadores. O título continental foi um dos principais feitos da carreira do dirigente.