CBF detalha expulsão de Carrascal e explica falha elétrica durante final da Supercopa Rei 2026
Por Redação
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, na noite do último domingo (1°) , um comunicado oficial para esclarecer a expulsão de Jorge Carrascal, do Flamengo, na final da Supercopa Rei contra o Corinthians. De acordo com a entidade, a decisão foi tomada após uma checagem mais aprofundada das imagens, que evidenciaram uma agressão do jogador rubro-negro contra Breno Bidon, fora da disputa de bola. Relembre o lance:
De acordo com a CBF, a análise não foi concluída imediatamente porque, em um primeiro momento, as imagens disponíveis não apresentavam clareza suficiente para caracterizar a infração de forma conclusiva. Por isso, o primeiro tempo foi encerrado normalmente, e a expulsão só foi aplicada após nova verificação, já no intervalo.
"Inicialmente, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, razão pela qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente. Ainda durante os procedimentos, uma nova checagem permitiu a identificação clara da infração, o que fundamentou a recomendação de revisão para que o árbitro pudesse avaliar e a consequente expulsar o atleta", informou a entidade.
A CBF destacou que o procedimento adotado está respaldado pelo Livro de Regras 2025/26 e pelo Protocolo do VAR da FIFA, que permitem a intervenção da arbitragem em casos de conduta violenta, mesmo após o reinício do jogo, desde que o lance tenha ocorrido antes do fim do tempo regulamentar.
Além da explicação sobre a expulsão, a confederação revelou um problema técnico ocorrido no intervalo da partida. Segundo a nota, houve uma queda de energia elétrica em diferentes setores do estádio, incluindo a VOR (Video Operation Room), onde opera a equipe do VAR.
"O sistema de contingência (no-break) manteve a operação do VAR por aproximadamente 15 minutos. Como a energia na região não foi restabelecida prontamente a partida transcorreu sem o uso do VAR entre os 15 e os 34 minutos do segundo tempo", explicou a CBF.
O comunicado também contextualiza que o lance de impedimento no gol de Memphis Depay, alvo de reclamação por parte do Corinthians, ocorreu aos 13 minutos da etapa final, portanto antes do período em que o VAR ficou inoperante.
A entidade ainda reforçou que houve comunicação com capitães e treinadores das duas equipes e que todos os protocolos internacionais de arbitragem foram seguidos. Segundo a Comissão de Arbitragem, as decisões tomadas em campo respeitaram rigorosamente as Regras do Jogo e não causaram prejuízo técnico ou esportivo à partida.
No texto, a CBF citou trechos específicos do Livro de Regras 2025/26 que autorizam revisões após o reinício do jogo exclusivamente em situações como erro de identificação ou infrações passíveis de expulsão por conduta violenta, além de ressaltar que decisões relativas a incidentes ocorridos antes do término de um tempo podem ser alteradas, desde que dentro das condições previstas pelas normas internacionais.
Veja a nota oficial:
"A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) esclarece que a expulsão do atleta Jorge Carrascal, na partida entre Flamengo e Corinthians, pela Supercopa Rei, ocorreu após checagem das imagens disponíveis, realizada pela equipe de VAR a partir do momento do lance, e que foi concluída quando os jogadores já haviam descido para o intervalo.
Neste procedimento, foi identificada evidência de conduta violenta envolvendo o jogador nº 15 do Flamengo (Carrascal) contra o jogador nº 7 do Corinthians (Breno Bidon), em lance ocorrido fora da disputa da bola e com o jogo parado.
Inicialmente, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, razão pela qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente. Ainda durante os procedimentos, uma nova checagem permitiu a identificação clara da infração, o que fundamentou a recomendação de revisão para que o árbitro pudesse avaliar e a consequente expulsar o atleta.
O procedimento adotado está amparado no Livro de Regras 2025/26 e no Protocolo do VAR da FIFA, que autorizam a intervenção do VAR em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o reinício do jogo (leia mais ao fim da nota).
A CBF informa ainda que, no intervalo da partida, houve uma queda de energia elétrica em diversos setores do estádio, inclusive na VOR (Vídeo Office Room, a Cabine do VAR).
O sistema de contingência (no-break) manteve a operação do VAR por aproximadamente 15 minutos. Como a energia na região não foi restabelecida prontamente a partida transcorreu sem o uso do VAR entre os 15 e os 34 minutos do segundo tempo.
A arbitragem cumpriu integralmente os protocolos internacionais, com comunicação aos capitães e aos treinadores das duas equipes.
A Comissão de Arbitragem reforça que todas as decisões tomadas em campo seguiram rigorosamente as Regras do Jogo, sem qualquer prejuízo técnico ou esportivo à partida.
Fundamentação Normativa
O Livro de Regras 2025/26 prevê expressamente a possibilidade de revisão após o reinício do jogo somente em situações específicas, entre elas a possível infração passível de expulsão por conduta violenta:
• Livro de Regras 2025/26 – pág. 159:
Se o jogo for paralisado e, então, reiniciado, o árbitro pode realizar uma revisão e tomar as medidas disciplinares adequadas somente em casos de erro de identificação ou de eventual infração passível de expulsão por conduta violenta, cuspir, morder ou agir de forma extremamente ofensiva, insultante e/ou abusiva.
• Livro de Regras 2025/26 – pág. 154 (Protocolo VAR – Princípios, aspectos práticos e procedimentos) – Item 1 (Princípios) – Subitem 10:
Se o jogo for paralisado e, então, reiniciado, o árbitro não pode realizar uma revisão, exceto em casos de erro de identificação ou de uma possível infração passível de expulsão por conduta violenta, cuspir, morder ou agir de forma extremamente ofensiva, insultante e/ou abusiva.
• Livro de Regras 2025/26 – pág. 75 (Regra 5) – Item 4 – “Revisões após o reinício do jogo”:
Se o jogo for paralisado e, então, reiniciado, o árbitro pode somente realizar uma revisão e tomar as medidas disciplinares adequadas em casos de erro de identificação ou de eventual infração passível de expulsão por conduta violenta, ou por cuspir, morder ou agir de forma extremamente ofensiva, insultante e/ou abusiva.
Além disso, o Livro de Regras reforça que, ao término de um tempo de jogo, ainda é possível alterar decisão relativa a incidente ocorrido antes do fim desse tempo, desde que o procedimento ocorra dentro das condições previstas:
• Livro de Regras 2025/26 – pág. 71 (Regra 5) – Item 2 (3º parágrafo):
Se, ao término de um dos tempos de jogo, o árbitro sair do campo para se dirigir à Área de Revisão do Árbitro (ARA) ou ordenar aos jogadores que retornem ao campo, continuará sendo possível alterar uma decisão relativa a um incidente ocorrido antes do fim desse tempo de jogo."
Vale lembrar que o Corinthians foi o grande campeão da competição, vencendo o duelo por 2 a 0. Os gols da partida foram marcados por Gabriel Paulista, na primeira etapa, e Yuri Alberto, no segundo tempo.
