Investidor do Botafogo, John Textor diz que Lei da SAF "está quebrada"
Por Redação
Investidor e dono de 90% da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Botafogo, o empresário americano John Textor afirmou, nesta quarta-feira (25), que a Lei que regulamenta o modelo no Brasil "está quebrada".
"Ela não funciona. Começamos a controlar o clube no dia 11 de março, e desde o começo sentimos que os juízes e as cortes brasileiras não tiveram cuidado em interpretar a lei como ela foi criada", pontuou, em entrevista ao site Fogão Net.
Textor disse que teve de pagar muitas dívidas do clube social e que não teve acesso às cotas de TV da Globo e à premiação da Copa do Brasil de 2022. Isso gerou atrasos em alguns pagamentos.
"É importante falar sobre o contrato que fiz com o clube social. No contrato, no primeiro ano, teria que aportar R$ 150 milhões. Os torcedores esperam da SAF uma separação clara do passado. É assim que eu gostaria de pensar. O que era esperado é que 20% das receitas iriam para o RCE (Regime Centralizado de Execuções) para pagar as antigas dívidas do clube social", explicou.
Alguns clubes brasileiros vêm aderindo ao modelo de SAF desde que a Lei foi aprovada. É o caso do Bahia, que aprovou a compra pelo Grupo City em dezembro do ano passado.
