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Notícia

Gols perdidos complicam o Bahia

Por Éder Ferrari

Foto: Max Haack/Bahia Notícias

Até os artilheiros Jael e Nadson, perderam chances claras de gol

 

Os cinco jogos seguidos sem vitória – quatro derrotas e um empate – tiraram do Bahia qualquer chance sensata de acesso a Série A, ainda existe remotamente a matemática, e aproximaram perigosamente o tricolor da zona do rebaixamento. Apesar do mau futebol apresentado nestas cinco partidas, uma coisa chamou a atenção de quem analisou esses jogos sem o desespero e paixão característico do torcedor: os gols incrivelmente perdidos. Excetuando-se o primeiro confronto da série de derrotas contra o Ceará, quando os lances desperdiçados foram na base do abafa, como desvios de cabeça que passaram raspando de Nadson e Jael, nos outros duelos as chances foram impressionantes. A lembrança de qualquer tricolor da derrota por 4x1 para a Portuguesa, em Pituaçu, foi o gol perdido por Lima no final do primeiro tempo. O atacante recebeu de Nadson livre na pequena área, mas conseguiu chutar a bola quase na lateral, quando a partida ainda estava no 0x0. Na saída para o intervalo, declarações tão desastrosas quanto o gol perdido, valeram a Lima um bilhete azul do tricolor. No jogo seguinte contra o então lanterna ABC, a derrota por 3x0 escondeu as chances perdidas. Até o artilheiro Nadson, um dos poucos poupados pela torcida, chutou em cima do goleiro duas oportunidades cara a cara, livre de marcação. O criticado Juninho, bateu na trave sua chance clara de gol, além de outros lances desperdiçadas em meio à tentativa de pressão.

Contra o Brasiliense, em Pituaçu, o desespero e a revolta da torcida, fizeram com que todos não levassem em conta os gols perdidos por Bruno Silva e Léo Medeiros, que foram do nível da chance jogada no lixo por Lima. Fora os lances por precipitação e nervosismo. Para finalizar, o 0x0 contra o Ipatinga foi ainda mais lamentado pelos gols claros perdidos pelos comandados de Sérgio Guedes. Os queridinhos Beto e Hélton Luiz, por nervosismo e “fomeagem”, respectivamente, deixaram dois importantes pontos perdidos no vale do aço mineiro. O atacante perdeu uma chance cara a cara com o goleiro e outra por omissão, já que recebeu livre e quis passar, assustado, de primeira para Nadson. Já o meia, recebeu um presente do arqueiro Fred no finalzinho da partida, invadiu a área e chutou com a perna trocada na trave, meio sem ângulo, quando a melhor opção era rolar para Paulo Isidoro livre na pequena área. Pelo menos, para compensar, a defesa não tomou gols, o que não acontecia desde a partida contra o Duque de Caxias na distante 8º rodada, no dia 27 de junho, ainda sob comando de Alexandre Gallo. A bola precisa, urgentemente, voltar a entrar.

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