Presidente da FBF lembra violência na Série B do Baiano e promete 'combater fortemente'
Por Glauber Guerra, do Rio de Janeiro / Leandro Aragão
O presidente da Federação Bahiana de Futebol (FBF), Ricardo Lima, lembrou-se das cenas de violência registradas dos dois jogos finais dos confrontos da semifinal da Série B do Campeonato Baiano. A declaração foi dada pelo dirigente ao Bahia Notícias nesta quarta-feira (24), durante o Seminário de Combate ao Racismo e à Violência no Futebol, que acontece na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro. Ele lamentou o ocorrido e prometeu "combater fortemente".
"Infelizmente no final tivemos essa problemática por cenas de violência, diga-se de passagem, que a Federação jamais irá admitir e vamos combater a todo o momento. A Federação vai buscar seus direitos e a legalidade dentro de todo esse processo, porque violência, essa diretoria jamais irá tolerar. Àqueles que pensam que futebol ainda se faz dessa maneira, desistam e não precisam estar no nosso meio, porque a FBF vai combater fortemente todo e qualquer ato de violência", disse ao BN.
No entanto, apesar da violência, o mandatário do futebol baiano fez um balanço positivo da Segundona estadual. A competição reuniu 12 clubes e teve os acessos do Itabuna, campeão, e do Jacobinense à elite do Baianão. Em 2023, eles entrarão no lugar dos rebaixados Vitória da Conquista e UNIRB.
"Nós conseguimos atingir nosso objetivo principal que era ter dois clubes subindo e dois descendo. A Série B foi sensacional. Mesmo com todas as dificuldades, conseguimos colocar 12 clubes e a gente cria agora um marco regulatório para que tenhamos na Série A 10 clubes, na Série B 10 clubes", avaliou.
Sobre o seminário desta quarta, promovido pela CBF, Ricardo Lima falou da importância de se discutir os temas para a sociedade.
"É um evento extraordinário. São temas sensíveis que a gente precisa abraçar, não só a CBF, mas federações de todo o Brasil. Precisamos combater todo e qualquer tipo de racismo bem como a violência. Nos dias de hoje, isso não é mais admitido no futebol e dentro da sociedade. O futebol, como ferramenta de inclusão social, tem esse objetivo e a gente precisa ter isso bem claro em nossas mentes e levantar todo dia esse processo para que possamos ter uma sociedade mais limpa, sem preconceito e sem violência", comentou.
