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Após denúncia de diretor de TI, Comissão de Ética afasta Caboclo por mais 60 dias

Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Denunciado novamente, dessa vez pelo diretor de TI da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), por assédio moral, Rogério Caboclo foi afastado por mais 60 dias da presidência da entidade. A decisão foi tomada nesta terça-feira (31), pela Comissão de Ética da CBF, segundo o ge.globo. 

 

Dessa forma, em teoria, o dirigente voltaria ao cargo no dia 31 de outubro. Contudo, o parecer da Comissão de Ética que prevê a suspensão dele por 15 meses ainda deve ser votado pelas 27 federações estaduais. 

 

O diretor de TI (Tecnologia da Informação) da CBF, Fernando França, alega que foi "injuriado, difamado e sofreu agressões ameaçadoras, o que, sem dúvida, caracteriza abuso de poder e afronta ao princípio da moralidade".

 

Entre os episódios citados por França, Caboclo teria pedido que ele "grampeasse, monitorasse, quebrasse sigilo fiscal" da funcionária que fez a denúncia de assédio que afastou o dirigente em junho (lembre aqui). 

 

"Ele queria desqualificá-la para ver se o que ela estava fazendo iria amenizar o que ele fez com ela", aponta o diretor de TI, que protocolou a denúncia no dia 22 de junho. 

 

A decisão do afastamento por mais 60 dias foi assinada pelo presidente da Comissão de Ética, Carlos Renato Azevedo Ferreira. A defesa de Caboclo afirma que a medida não é legal e "portanto, é sem efeito". 

 

"A defesa de Rogério Caboclo tomará todas as medidas cabíveis para garantir que o comandante da CBF reassuma suas funções e volte a imprimir o rumo que a entidade necessita em direção a uma gestão moderna e livre da corrupção", escreveu a defesa, em nota.

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