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Notícia

Divisão do ouro entre catari e italiano volta a acontecer no atletismo após 113 anos

Foto: Divulgação / Tokyo 2020

No último domingo (1º) o mundo viu uma cena inusitada na disputa pela medalha de ouro no salto em altura nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Após empatarem, o catari Mutaz Essa Barshim e o italiano Gianmarco Tamberi acordaram em dividir o título da prova. Foi a primeira vez em 113 anos que uma competição de atletismo termina dessa forma, com dois atletas no lugar mais alto do pódio.

 

Em 1908, os americanos Edward Cook e Afred Carlton Gilbert fizeram a marca de 3,71m no salto com vara. Eles dividiram o ouro ao invés de seguir a disputa. Depois disso, aconteceu mais uma divisão no atletismo, mas não foi por empate. Nos Jogos de 1912, em Estocolmo, na Suécia, o também americano Jim Thorpe, foi campeão nas provas do Pentatlo e Decatlo. Porém, nessa época, a regra só permitia atletas amadores e o vencedor já havia recebido dinheiro para jogar beisebol, sendo considerado profissional e perdeu as medalhas. No entanto, em 1982, o Comitê Olímpico Internacional (COI), revisou a decisão e devolveu as conquistas para Thorpe, mas manteve Ferdinand Bie e Hugo Wieslander, que haviam herdado os primeiros lugares no pódio, como vencedores.

 

Em relação aos novos campeões olímpicos, Mutaz Essa Barshim e Gianmarco Tamberi são amigos fora das competições. A amizade dos dois começou em 2017 numa etapa em Paris da Diamond League. No ano anterior, o italiano sofreu uma fratura no tornozelo. Após a recuperação, ele não estava 100%, mas foi para disputa na capital francesa. Ele ficou frustrado ao queimar todas as tentativas e se trancou no quarto do hotel. O catariano bateu na porta do colega e conseguiu conversar depois de muita insistência.

 

O pódio dividido nos Jogos de Tóquio aconteceu na madrugada desta segunda-feira (2). Com Barshim e Tamberi colocando o ouro no peito, não houve vencedor da prata. O bronze ficou com Maksim Nedasekau, do Belarus.

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