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Notícia

Diretor do MyCujoo comenta caso de racismo com posicionamento controverso

Foto: Divulgação / Bahia

Após o caso de racismo na partida entre Napoli e Bahia durante transmissão do My Cujoo (relembre aqui), Terence Gargantini, diretor da plataforma no Brasil e América Latina, se posicionou sobre a situação em entrevista para o portal Dibradoras. Ao contestar os pronunciamentos dos profissionais, Gargantini acabou sendo controverso sobre a tentativa de defender o MyCujoo.

 

“A gente entende [a frustração dos torcedores], mas tem que educar. Esses torcedores estão acostumados com o padrão Globo de produção e o MyCujoo não é o padrão Globo de produção”, alegou o diretor. 

 

O MyCujoo tem parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e transmite jogos de competições nacionais e internacionais com menor destaque na mídia tradicional. No futebol feminino, os campeonatos profissionais e de base fazem parte da transmissão online.

 

Com o posicionamento da CBF de que as falas do comentarista Edson Florão e do narrador Paulo Cesar Ferrarin, chamando os cabelos das atletas do Bahia de exóticos, foram preconceituosas, o MyCujoo afastou os dois da função na plataforma. Entretanto, ao comentar a situação, Terence Gargantini acabou sendo polêmico ao incluir um movimento de igualdade na lista de fatores discriminatórios. 

 

“A gente não aceita, de maneira nenhuma, nenhum comentário de cunho racista, sexista, feminista, machista, nenhum comentário nesse sentido. Infelizmente a gente vive numa sociedade em que isso está enraizado”, declarou o diretor.

 

O fato de Gargantini ter incluído o feminismo ao defender que o MyCujoo não admite preconceitos, incitou polêmicas, uma vez que a luta feminista busca aprimoramento e a ampliação dos diretos da mulher na sociedade visando a igualdade entre estas e os homens. 

 

O portal Dibradoras ainda traz na reportagem que a plataforma, na tentativa de reparar a situação, estaria buscando novos profissionais para narrar e comentar as partidas. A estratégia da empresa foi confirmada pelo Bahia Notícias com a entrevista da jornalista Cris Menezes, chamada para narrar o jogo entre Bahia e Ferroviária-SP que aconteceu nesta quarta-feira (28) (leia mais). 

 

“Buscamos sempre oportunidades iguais para todos. É isso que buscamos”, explicou o diretor. “Obviamente, cada vez mais [essa dificuldade] diminui, mas a gente tem uma dificuldade sim em encontrar pessoas especializadas em futebol feminino”, completou.  

 

“O futebol, a gente sabe, ainda é um ambiente machista. Eu acho que está mudando, e vai ter que mudar. Você vê dentro dos clubes hoje tem muito mais homens trabalhando do que mulheres. Claro que não é só por questões de diversidade, mas você tem, por exemplo, o ambiente do futebol que é um vestiário masculino, que obviamente, dificulta ter uma mulher dentro do vestiário junto com os atletas, eles estão todos tomando banho, não é uma coisa que é legal”, pontuou o diretor.

 

Apesar de no futebol masculino praticamente não haver profissionais femininas, o que o diretor associou que seria uma “dificuldade” nos momentos de vestiário, na elite do futebol feminino brasileiro, das 16 equipes, 12 são comandadas por homens. Entretanto, não houve um posicionamento do representante do MyCujoo sobre o cenário inverso. 

 

“A gente tenta, obviamente, controlar, a gente tenta educar, obviamente o nosso dever é educar as pessoas. É fazer com que elas melhorem, não só no âmbito pessoal mas também no âmbito profissional”, comentou. “No meio do caminho, a gente vai acabar errando, vai acabar tendo problemas, e vai ter que resolver da melhor maneira possível”, finalizou Gargantini.

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