Pandemia do Japão faz mulher mais velha do mundo desistir do revezamento da tocha
A piora da pandemia do novo coronavírus no Japão fez a mulher mais velha do mundo desistir de carregar a tocha olímpica no revezamento. A decisão foi tomada pelos parentes e Kane Tanaka, de 118, não vai conduzir o fogo símbolo dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, como explica a bisneta Junko Tanaka.
"É uma pena, porque queria que as pessoas sentissem esperança ao vê-la carregando a tocha feliz", declarou.
Kane Tanaka está com o nome no Guinness Book, o livro dos recordes, como a pessoa mais velha do mundo ainda viva. Ela conduziria a tocha no dia 11 de maio em Shime, na região de Fukuoka, numa cadeira de rodas sendo empurrada por um familiar, e se tornaria a pessoa mais velha da história a carregar o fogo olímpico. Para participar do evento, ela precisaria fazer quarentena de 14 dias ao retornar ao lar de idosos onde vive. Na última quinta-feira (22), os organizadores dos Jogos anunciaram o primeiro caso de Covid-19 detectado durante o revezamento. Um policial que trabalhava no controle de tráfego na passagem da chama na ilha de Shikoku testou positivo para a doença no dia seguinte.
Na última sexta (23), o governo do Japão decretou novo estado de emergência em Tóquio e em outras três regiões devido ao aumento de novos casos da Covid-19. Os Jogos Olímpicos estão marcados para o dia 23 de julho.
