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Notícia

Secretaria do Esporte dispensa 600 terceirizados e setores ficam deficitários

A Secretaria Especial do Esporte desligou na última sexta-feira (4) cerca de 2/3 dos funcionários terceirizados que trabalhavam na pasta. O governo federal decidiu não renovar o contrato com a Brasfort Administração e Serviços Ltda que fornecia 600 pessoas para o setor.

 

Alguns âmbitos que fazem parte da secretaria sofreram cortes drásticos na quantidade de colaboradores, segundo informações divulgadas pelo jornalista Demétrio Vecchioli, na coluna Olhar Olímpico do UOL Esportes. Um dos exemplos, é o Departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte (DIFE), responsável por cuidar da Lei de Incentivo ao Esporte, que de 50 pessoas passará a funcionar apenas com oito, sendo seis deles funcionários com cargos de chefia.

 

"A atual gestão tinha zerado a fila de espera e ia fechar o ano com uma performance nunca vista em outros anos. E vai tudo por água abaixo. Muitos projetos ficarão sem análise e sem poder captar em 2020 e os que estão em execução vão enfrentar problemas e até terem que ser interrompidos", declarou a ex-jogadora de vôlei Ana Moser, atual presidente do Instituto Esporte & Educação. A entidade atende cinco mil alunos e mil professores de redes municipais de ensino através de recursos arrecadados pela Lei de Incentivo ao Esporte.

 

Quem também deve sofrer com as demissões é o programa Bolsa Atleta que perdeu 16 funcionários e vai continuar apenas com dois. Com a limitação de pessoas para operar o projeto, a tendência é que ele seja afetado nas questões de registros e pagamentos dos beneficiários.

 

O setor que certifica o cumprimento da Lei Pelé pelas entidades ficou com apenas uma pessoa responsável de 8 que trabalhavam até então.

 

O contrato que estava em vigor existia desde 2015 e, segundo relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), o quadro de funcionários era mais de cinco vezes maior do que o de servidores de carreira e mais que o dobro de servidores em cargos efetivos

 

Para a auditoria do TCU existia chances de que grande parte desses funcionários terceirizados estivessem executando funções de servidores públicos. Sem maiores discussões, o contrato com a empresa terceirizada, que poderia ser renovado automaticamente devido a pandemia, foi suspenso na tarde da última sexta através de aviso do Ministério da Economia.

 

Nesta quarta (9), o secretário especial do esporte Marcelo Magalhães esteve em reunião com o atual presidente da república Jair Bolsonaro (sem partido) para discutir a situação.

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