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Promotor da Fórmula 1 no Brasil fala sobre cancelamento do GP: 'Foi uma decisão ridícula'

Foto: Reprodução / Grande Prêmio

O promotor do GP do Brasil de Fórmula 1, Tamas Rohonyi não está satisfeito com o cancelamento da prova no país e ameaça tomar providências contra empresa responsável pela categoria. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Rohonyi declarou que está considerando processar a Liberty Media, dona da F1, por desrespeitar o contrato.

 

“O contrato só pode ser cancelado por força maior. Isso é, algo que está fora de controle das partes envolvidas, como um avião caindo perto dos carros o que eu corro enorme alargamento, por exemplo”, posicionou o promotor.

 

As medidas de segurança tornariam o GP viável para Rohonyi, mesmo com o país enfrentando a pandemia. Ele ainda afirmou que as equipes que não se sentissem confortáveis em vir para a disputa no Brasil não seriam obrigadas a correr. 

 

“Foi uma decisão ridícula. Qualquer um que escreveu a decisão desconhece as regras do campeonato. O contrato não diz que as corridas seriam possíveis apenas se as equipes quisessem. As equipes que não quisessem vir não seriam obrigados a isso”, frisou o responsável pelas corridas no Brasil. 

 

Ressaltando o prejuízo financeiro que o cancelamento do GP trata para a organização do país, Rohonyi ainda comentou que havia a possibilidade de vender ingressos para que as corridas tivessem presença de público nas arquibancadas.   

 

“Será uma perda financeira terrível tínhamos começado a vender ingressos mas estávamos em contato direto com patrocinadores funcionais e apoiadores”, completou. 

 

Na semana passada, o Brasil, assim como os outros países da América, que estavam na lista de Fórmula 1 para receberem corridas em 2020, foram cortados dos planos da categoria devido a situação de contaminação do coronavírus no continente. Por enquanto, apenas a Europa está sediando GPs na temporada.

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