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'Ninguém foi obrigado', diz Hamilton após seis pilotos não se ajoelharem em protesto

Foto: Reprodução / Instagram

Antes da largada do Grande Prêmio da Áustria neste domingo (5), 14 dos 20 pilotos do grid se ajoelharam em protesto antirracista, gesto inspirado no quarterback Colin Kaepernick, em 2016 na NFL. O movimento teve a liderança do hexacampeão Lewis Hamilton, mas foi à pedido da própria Fórmula 1. Max Verstappen, Antonio Giovinazzi, Carlos Sainz, Charles Leclerc, Kimi Raikkonen e Daniil Kvyat não aderiram ao ato permanecendo em pé (leia aqui as explicações de dois deles).

 

"Cada um tem direito a ter sua opinião e tenho consciência da opinião de alguns dos pilotos, mas não gostaria de dividir isso. No final das contas, ninguém foi obrigado a fazer nada. Nunca pedi para ninguém se ajoelhar. Foi algo que veio da F1 e da GPDA (associação dos pilotos). Na reunião dos pilotos, Seb e Grosjean (que comandam as reuniões) perguntaram se os pilotos se ajoelhariam e vários disseram que não. Eu só ouvi o que eles tinham a dizer e isso que eu me ajoelharia, mas que cada um fizesse o que é certo. Estou muito agradecido por aqueles que o fizeram também. Acho que é uma mensagem poderosa mas, você ajoelhar ou não, não vai mudar o mundo. O problema é muito maior ao redor do mundo. Pessoalmente, senti que era o melhor a fazer. Mas só tomei a decisão final no sábado à noite", afirmou Hamilton, primeiro e único piloto negro na categoria no momento.

 

Neste ano, a F1 vai promover uma série de ações pregando contra as desigualdades de gênero e raciais (lembre aqui). Lewis exaltou a iniciativa, mas apontou que ainda há um longo caminho a ser percorrido para conseguir chegar a uma mudança.

 

"Acho ótimo que a F1 e particularmente a Mercedes tenham decidido fazer algo sobre isso. No final das contas, tudo o que fizermos não será suficiente. Preciso continuar falando sobre isso e acho que todos, incluindo eu, precisamos ver o que podemos fazer melhor", disse.

 

Na corrida, Hamilton cruzou a linha de chegada na segunda colocação, mas foi punido e caiu para o quarto lugar. Seu companheiro de Mercedes, Valtteri Bottas foi o vencedor da prova. O monegasco Leclerc e o inglês Lando Norris completaram o pódio, respectivamente nas segunda e terceira posições. A segunda etapa da F1 será no próximo domingo (12), com o GP da Estíria, novamente no circuito de Spielberg, na Áustria.

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