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Conselho do Santos se reúne nesta terça e pode abrir novo processo de impeachment de Peres

Foto: Pedro Ernesto Guerra Azevedo / Santos FC

O Conselho Deliberativo do Santos vai se reunir virtualmente nesta terça-feira (16), às 19h. O grupo vai julgar se o presidente do clube, José Carlos Peres, cometeu atos de irresponsabilidade administrativa e um novo processo de impeachment pode ser aberto. Faltam seis meses para o fim do mandato dele.

 

"Esse não é um processo de encaminhamento para uma possível assembleia do quadro a associativo. É apenas a abertura de um possível processo para o impedimento. Você tem esse tipo de procedimento para que os envolvidos sejam ouvidos e possam apresentar suas provas e documentos e obviamente serem submetidos de novo à CIS para um parecer final", explicou o presidente do Conselho, Marcelo Teixeira ao site GloboEsporte.com. "Neste processo, ainda a maioria simples dos votos (aprova ou reprova a abertura do processo de impeachment). Se ocorrer da continuidade do processo e voltar ao Conselho com um parecer definitivo, haverá a exigência de dois terços do plenário. Estatutariamente, o Conselho pode ter o seu veredito e o parecer é submetido à assembleia dos sócios. Quem decide é o quadro associativo", completou.

 

O processo é consequência da reprovação das contas de 2018, quando o Peixe registrou um déficit de R$ 77 milhões no período. Um parecer da Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS) recomenda a saída de Peres e dos demais membros do Comitê de Gestão. O documento será votado pelos conselheiros.

 

Por sua vez, a defesa do presidente do Peixe alega que o déficit é devido a entrada do dinheiro da venda do atacante Rodrygo ao Real Madrid apenas no balanço do ano seguinte. O valor só pôde ser contabilizado após o pagamento da última parcela. Em 2019, o clube santista fechou com superávit de R$ 23,5 milhões. Mesmo assim, o Conselho Fiscal reprovou as contas do segundo ano da gestão de Peres.

 

José Carlos Peres enfrentou dois processos de impeachment logo no seu primeiro ano na presidência em 2018. Ele foi acusado, dentre outras, de manter uma empresa de agenciamento de atletas após ter assumido o cargo. Os pedidos chegaram a ser aprovados pelo Conselho, mas os sócios do clube paulista impediram que Peres fosse impichado.

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