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Atualmente no Ceará, Vinícius ainda sonha em voltar ao Bahia: 'Minha história não acabou'

Por Leandro Aragão

Foto: Stephan Eilert / cearasc.com

O meio-campista Vinícius deixou o Bahia no final da temporada 2018. Em seguida ele passou pelo Atlético-MG e neste ano acertou com o Ceará. No clube de Fortaleza, ele disputou 12 jogos e marcou três, um deles em cima do time baiano pela Copa do Nordeste. Durante uma live com o canal "Sou Mais Bahia", ele disse ainda sonhar com um futuro retorno.

 

"Tenho certeza que minha história não acabou, porque eu sei que tinha ainda muito mais a dar para o Bahia. Todos sabem que minha vontade era ter permanecido, não saí brigado, muito pelo contrário. Foi uma conversa de homem para homem. Tem as escolhas do treinador que a gente sabe. Não estou colocando a culpa no Enderson, até porque agora no Ceará a gente teve uma conversa. Quando ele foi para o Ceará, todo mundo bateu na tecla que o Vinícius iria sair, porque todo mundo imagina que eu saí do Bahia por causa dele, mas não foi só o Enderson. Foi uma escolha. Obvio que minha escolha era ter ficado, mas a gente sabe como é o futebol. Às vezes você dá um pontinho aqui para lá na frente voltar à história. Mesmo com um ano e pouco depois que saí, eu vejo o carinho é recíproco. Da mesma maneira que gostam de mim, eu gosto do clube", afirmou.

 

O início da trajetória no Esquadrão de Aço não foi nada fácil para Vinícius. Um litígio com a diretoria do Athletico-PR, onde atuava, fez o atleta ficar cerca de seis meses afastado dos gramados. O primeiro ano no clube baiano foi de recondicionamento físico, ganhar ritmo de jogo e adaptar-se à Salvador. Mesmo assim, ele atuou em 27 jogos e marcou três gols. Mas sua melhor fase com a camisa tricolor foi na temporada seguinte, quando fez 63 partidas e balançou as redes 13 vezes. Mas principalmente conquistou o coração do torcedor ao fazer uma dancinha na comemoração do gol sobre o maior rival Vitória que gerou uma briga generalizada em campo no clássico Ba-Vi pelo Baianão daquele ano. O jogo foi interrompido após a expulsão de nove jogadores, sendo cinco rubro-negros e quatro do Bahia.

 

"O maior culpado daquilo tudo foi o Edigar Junio. Era para ele ter batido aquele pênalti. Eu falei: "Edigar, bate o pênalti...". Ele não quis. "Então, deixa comigo que eu quero fazer um golzinho"", relembrou.

 

Na última segunda-feira (1°), o Ceará retornou aos treinos presenciais no CT de Porangabuçu. Cada dia um grupo comparece ao local para fazer avaliações e atividades físicas. Ainda não há uma data para a volta dos jogos oficiais pelo Campeonato Cearense, Copa do Brasil e Copa do Nordeste, competições disputadas pelo Vozão.

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