Vasco encerra esporte paralímpico sem aviso prévio; seis atletas aspiram Tóquio em 2021
O Vasco decidiu encerrar o esporte paralímpico do clube para reduzir gastos durante a crise causada pela pandemia. A decisão não foi informada previamente para a comissão técnica e paratletas e foi divulgada pelas redes sociais do departamento.
“Brigamos até o fim! Uma luta bem desleal porque não tivemos direito a defesa, porém o comitê gestor junto com nosso vice-presidente Francisco Vilanova e Presidente Alexandre Campello, decidiram finalizar com os esportes paralímpicos”, declarou o setor esportivo em publicação.
A coordenadora do departamento suspenso, Livia Prates, falou ao jornal Estadão sobre a situação com os atletas. “Conversei com todos. Eles continuam em atividade dentro de casa. Assim que flexibilizar o período de isolamento social, encontraremos um novo local para treinar. A dispensa do Vasco não afetará no nosso planejamento”, declarou.
Livia Prates também comentou que, recentemente, havia entrado em contato com os dirigentes para tratar da possibilidade de desfazer o elenco de paratletas. “Procurei o vice-presidente para saber. Disseram que não seria mexido. Ficamos tranquilos dentro do possível”, contou.
Composto por 21 atletas, quatro técnicos, um auxiliar, um roupeiro e a coordenadora, o departamento possui uma folha de pagamento que não ultrapassa R$ 40 mil mensais. Os esportistas ganhavam um salário mínimo por integrarem o Vasco.
“Se [esse valor] for sanar a crise financeira que é pandemia está gerando no Clube, [o esporte paralímpico] sai feliz por poder ter mais uma vez ajudado ao clube.Porém, se todo esse aporte financeiro mensal supracitado não influenciar em nada, sairemos com a dúvida que não quer calar: porque apenas os deficientes precisam deixar o clube, já que todos os outros atletas serão mantidos?”, questionou a publicação feita pelo departamento em rede social.
Entre os paratletas que faziam parte do Clube de Regatas Vasco da Gama, seis vinham treinando com a meta de se classificarem para as Paraolimpíadas de Tóquio, adiadas para o próximo ano, dois no vôlei sentado e quatro na natação. Uma das promessas é a campeã pan-americana Camille Rodrigues que nada na classe S9. Na publicação que anunciou a suspensão do departamento, a paratleta lamentou o ocorrido ressaltando os anos de luta no clube, com todos dando o seu melhor.
