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Brasileiro preparador de goleiros deixa Belarus devido a pandemia: 'Não é levada a sério'

Foto: Arquivo Pessoal

O preparador de goleiros brasileiro Nivaldo Ciriaco decidiu deixar Belarus e voltar para o Brasil devido a postura do governo nacional que não leva a sério a pandemia do coronavírus. Ele antecipou o encerramento do seu contrato com o Dínamo Minsk e marcou o voo para São Paulo com esposa e os dois filhos, uma menina de 10 anos e um menino de 3.

 

"Eu sei que a situação no Brasil não está fácil, mas o medo do vírus me venceu. Desisti de Belarus por enquanto. Estou indo embora com o coração partido, mas tenho muito medo de morar em país que não leva a pandemia a sério", afirmou em entrevista ao site G1.

 

Considerado o último ditador da Europa, Alexander Lukashenko está na presidência de Belarus há 24 anos. Ele insiste em negar a gravidade da pandemia, que já matou quase 270 mil pessoas no mundo todo, define o estado de quarentena adotado por outros países como "psicose" e contraria a cartilha de sugestão da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, Lukashenko ganhou destaque internacional ao recomendar as pessoas a beberem vodka e ir à sauna para combater a doença.

 

"Se o governo dissesse que temos que tomar providências, todo mundo seguiria um protocolo. Como a pandemia não está sendo tratada da forma que deveria, causa medo e preocupação", disse Ciriaco

 

Nivaldo Ciriaco se mudou com a família para Belarus em dezembro de 2017. Ele conheceu a capital do país, Minsk, durante a disputa do Mundial de futebol de salão em 2015 com a seleção brasileira. E lamenta deixar o país.

 

"Quando falo que sou brasileiro, os olhinhos das crianças até brilham. Amo muito esse país. Não tem violência. É comum você ver crianças de sete, oito anos andando sozinhas no metrô. Não se vê assalto ou roubo no noticiário. Se tiver uma oportunidade depois que passar essa crise, eu posso voltar", falou.

 

As competições esportivas em Belarus estão sendo disputadas sem nenhuma restrições ou protocolos de prevenção.

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