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Notícia

Presidente do Sindicato dos Atletas fala sobre crise e preocupação com retorno do futebol

Por Milena Lopes

Foto: Max Haack/Ag. Haack/ Bahia Notícias

Em meio a indeterminação sobre a retomada do futebol na Bahia, o presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais da Bahia (Sindap - BA), Osni Lopes, se posicionou sobre as consequências que a pandemia vem causando ao esporte. Em entrevista para o Bahia Notícias, ele falou dos problemas financeiros das equipes, da preocupação com a saúde dos atletas e a segurança das pessoas envolvidas com o esporte. 

 

“Eu estou torcendo para que acabe logo, mas ao mesmo tempo me preocupo, porque, queira ou nao queria, a saúde está em primeiro lugar”, declarou Lopes. “O que se cogita é voltar o futebol profissional para os clubes poderem sofrer menos ainda com o impacto financeiro”, explicou o presidente. Ele ressalta que grande parte dos clubes não possuem condições de manter os atletas confinados e que o retorno dos jogos é fundamental. 

 

Osni ainda comentou que a preocupação das entidades que regulam o futebol é retornar apenas os profissionais masculinos. “O campeonato das divisões de bases e o feminino, esqueça. O que eu acho é  que esse ano não vai ter mais. (...) Eles estão preocupados, realmente, em disputar os campeonatos que realmente trazem dinheiro", opinou o presidente do Sindap. 

 

Ele acrescentou também que, mesmo os clubes que ainda possuem certa estabilidade para arcar temporariamente com as despesas, estão sofrendo problemas em tentar equilibrar os gastos. "Como você vai negociar se você não sabe quando voltar?", questionou. 

 

Lopes mencionou ainda que está em constante contato e alinhamento com Rinaldo Martorelli, presidente do Sindicato dos Atletas de São Paulo, que declarou em entrevista exclusiva para o UOL que é contra a volta do futebol nesse momento, que nao ha condicoes para o retorno e que este não deve ser feito de qualquer jeito. 

 

Sobre a sugestão feita pelo presidente do Comitê Médico da Fifa, Michel D’Hooghe, sobre punir jogadores que cospem no gramado durante os jogos pós-pandemia com cartão amarelo (leia mais), Osni discordou da medida: “Qual o jogador que não cospe? É difícil não permitir isso”. 

 

Ele completou que enquanto não houver segurança para que os jogos retornem sem ter riscos para jogadores e comissões técnicas, o esporte não deve retornar. “Se não liberar as atividades normais e as pessoas às ruas, muito menos deve liberar o futebol”, frisou o presidente.

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