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F-1 antecipa pagamento para algumas equipes: 'Equilibrar o negócio operacional', diz CEO

Foto: Divulgação / Fórmula 1

Em meio a crise da pandemia do coronavírus que tem impactado negativamente a economia no mundo todo, a dona da Fórmula 1, Liberty Media, vai adiantar o pagamento para algumas equipes. Nesse momento em que as corridas do Circo estão suspensas, alguns times também não têm recebido dinheiro dos patrocinadores, apesar dos gastos inerentes. O CEO da companhia, Greg Maffei, explicou a decisão.

 

"Como fazer algo que é benéfico para os fãs, mas também evitar que os times entrem em falência ao ir para corridas sem lucro? Não é que queremos usar nosso dinheiro de maneiro equivocada, mas estamos tentando equilibrar o negócio operacional dos nossos parceiros, que são os times e que tem grandes despesas. Por isso adiantamos o pagamento de alguns times. Há casos em que podemos voltar a fazer isso, além de outras coisas para ajudar equipes que precisam de ajuda", afirmou.

 

Apesar do anúncio do adiantamento da verba, o CEO da Liberty Media não revelou quais equipes receberiam o pagamento. No entanto, ele disse que seriam as que dependem exclusivamente da renda proveniente do lucro obtido pela companhia com a F-1 ao longo do ano. Vale lembrar que na época que a modalidade era comandada por Bernie Ecclestone, os times maiores tinham acordos e garantias financeiras independentes do percentual arrecadado com as corridas.

 

"Talvez tenhamos nos capitalizado o suficiente para passar por 2020, mas os times ainda têm seus custos, particularmente aqueles que não tem garantias mínimas da F1 e que sobrevivem majoritariamente dos lucros obtidos através da categoria", falou.

 

O início da temporada 2020 de F-1 aconteceria no dia 15 de março com o GP da Austrália, porém com o aumento de casos no mundo todo, a prova foi cancelada, assim como outras corridas do calendário. Segundo Maffei, a Liberty Media tem trabalhado com as possibilidades de realizar as provas sem público e até com o cancelamento do Campeonato Mundial deste ano.

 

"Temos cenários que vão de zero até 15 ou 18 corridas. Etapas sem público, só com os times. É um desafio, porque poderemos ter corridas com e sem lucro, mas os times ainda gastarão para colocar os carros na pista", disse.

 

Neste momento, a direção da Fórmula 1 cogita iniciar o Mundial em julho com a disputa de duas corridas na Áustria e outras duas na Inglaterra. O calendário provisório deverá ser divulgado na próxima semana.

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