Live do BN: Robson Conceição fala de treino em casa e aprova adiamento de Tóquio-2020
Por Ulisses Gama / Leandro Aragão
Dando sequência ao projeto de entrevistas por lives feitas no Instagram durante a pandemia da Covid-19, o Bahia Notícias conversou nesta segunda-feira (20) o boxeador baiano Robson Conceição. Campeão olímpico nos Jogos da Rio-2016, ele agora está em busca do sonho de conquistar o cinturão na categoria profissional da modalidade. Na entrevista ao BN, o pugilista, de 31 anos, nascido em Salvador e criado no bairro de São Caetano falou do adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, por causa do coronavírus, e da rotina de treinos em casa durante a quarentena.
"Na minha opinião e de 90% dos atletas foi bom ter cancelado, porque os atletas não iriam ter como treinar. Treino em casa não é como na academia, o atleta mantém o foco, mas na competição não terá um bom rendimento. Se tivessem as Olímpiadas, os atletas não fariam boas apresentações de corrida, nas competições de luta. Não seria uma edição 100%, porque eles não estariam treinados 100%. Creio que o adiamento dará tempo suficiente para eles se prepararem. Foi bom terem adiado para 2021, dará tempo para tudo isso passar e os atletas mostrarem o melhor desempenho possível", afirmou ao BN.
Seguindo a orientação das autoridades, Robson Conceição está em quarentena. O boxeador disse sentir falta de poder ir à academia Champion, do treinador Dórea, para treinar, e de subir no ringue para lutar, mas que tem feito exercícios em casa para manter o corpo ativo.
"Está sendo muito complicado. Sou atleta, vivo de treinamento, de competição e está muito difícil estar em casa sem poder me deslocar para academia, correr na rua, mas estou fazendo algumas atividades em casa", falou. "Não tenho nenhum aparelho em casa, tipo saco na parede. Mas tenho pesos, corda, alguns materiais de musculação, então venho me preparando, adaptando algumas coisas que tem em casa, como escada. Não estou totalmente parado, mas estou mantendo meu corpo em 50%, para que quando voltar a treinar, meu corpo não sinta tanto. Venho treinando em casa e mantendo meu corpo na ativa", completou.
Devido a uma cirurgia nas duas mãos feita no final do ano passado, Robson ainda não fez nenhuma luta oficial em 2020. Ele tinha uma luta marcada para o início de abril, mas que foi cancelada com a chegada do coronavírus ao Brasil. "Já tenho praticamente um ano sem lutar, devido a uma cirurgia nas duas mãos. Quando eu ia lutar no dia 4 de abril em São Paulo, aconteceu essa pandemia do coronavírus e tudo foi paralisado, cancelado. Então agora é aguardar, fazer meus treinamentos em casa e esperando passar tudo isso", disse.
Para a edição de 2020 dos Jogos Olímpicos, o Brasil tinha boas possibilidades de conquistar medalhas no boxe. A baiana Beatriz Ferreira, campeã Pan-Americana e Mundial em 2019, estava entre as favoritas ao ouro no feminino. Além dela, os jovens baianos Keno Marley, medalha de prata no Pan-Americano de Lima 2019, e Herbert Conceição, prata no Mundial, também eram cotados a brigarem pelo pódio na capital japonesa.
"Com certeza teríamos medalhas nessas Olimpíadas. No feminino, temos a baiana Beatriz Ferreira que é campeã mundial, é a melhor atleta do mundo. Temos também Keno Marley e Hebert que são jovens, mas estão desenvolvendo o boxe da melhor forma possível, trazendo medalhas em campeonatos mundiais, eles estão entre os top 5 no mundo. Tenho certeza que trariam medalha em 2020, mas vamos adiar um pouquinho para eles estarem bem mais preparados do que agora e com certeza irão trazer bons resultados", projetou.
Confira a entrevista completa:
