Vitória Calhau, zagueira do Atlético-MG, se pronuncia sobre situação com mascote do clube
A jogadora do Atlético Mineiro, Vitória Calhau, se pronunciou em entrevista para a ESPN sobre situação com o mascote do clube que aconteceu no último domingo (16). Durante o intervalo do jogo da equipe masculina contra o Caldense, disputa do Campeonato Mineiro, a zagueira foi apresentada junto com outros jogadores para a torcida e o “Galo Doido” exibiu Vitória pegando ela pela mão e girando-a (veja mais aqui).
“Quando aconteceu o ato, eu não me senti ofendida, porque, para mim, ele me virou para ver meu número, porque o número do Galo é 13 e eu estava com a camisa 13”, declarou a jogadora. “Assisti ao vídeo umas cinco vezes ou mais e foi aí que eu vi que tiveram segundas intenções. Eu me senti um objeto, um objeto sexual. Eu não estava ali por brincadeira ou para foto, eu estava ali para falar: eu jogo futebol. Sou do futebol feminino do Atlético”, completou Vitória.
Depois que o mascote pediu para a atleta “dar uma voltinha” ele saiu esfregando as mãos e levou elas à boca. Os outros jogadores que estavam sendo apresentados não receberam interações do Galo como a zagueira.
“O Tardelli estava do meu lado. Ele me girou. Era só ele pegar com a outra mão, os dois juntos, ou terminava de me girar e girava ele. Só que não, ele me girou, passou a mão na boca e saiu”, relatou a jogadora.
A zagueira ainda completou dizendo que não responsabiliza o clube pelo acontecimento, mas a pessoa desconhecida que estava vestida de Galo. “Eu não culpo o Atlético, de jeito nenhum, eu culpo a pessoa que estava dentro da fantasia, não sei se foi brincadeira, ou se foi intencional dele”, finalizou Vitória.
Na última segunda-feira, o Atlético-MG divulgou uma nota de repúdio sobre a situação e relatou que o funcionário que vestia a fantasia do mascote foi “sumariamente afastado”.
