Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote

Notícia

Roger se defende sobre critério de substituições: ‘Eu não troco seis por meia dúzia’

Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

Depois do Bahia ter sido eliminado na primeira fase da Copa do Brasil, após derrota contra o River do Piauí, o técnico do tricolor, Roger Machado, falou em coletiva na última sexta-feira (7) sobre a escolha de Régis na substituição durante a partida alegando que não troca “seis por meia dúzia”. Ao longo da entrevista, Roger também comentou sobre responsabilidade na mudança de jogadores na partida e opinião da torcida das escolhas.

 

“Você trocar um jogador de uma mesma função por um outro não significa fazer seis por meia dúzia, porque são jogadores com características diferentes. A gente não pode avaliar o número da camisa ou a posição que ele joga sem, de fato, avaliar a característica que esse jogador está entrando. Se você bota o Arthur Caíke em campo em vez de Élber, são jogadores que jogam na mesma posição e têm características completamente diferentes.”, defendeu o técnico. 

 

Dando exemplo do jogo contra o time piauiense, quando optou por colocar o meia Régis na partida, ele justificou a alteração com base no desempenho da equipe. “Com relação às substituições que fiz contra o River-PI, foi justamente no momento em que nós estávamos perdendo o meio de campo, mas não perdendo do ponto de vista de combatividade. Perdendo do ponto de vista, porque o gramado estava pesado, e a gente estava com dificuldade de reter essa bola com um pouco mais de lucidez. Por isso a opção pelo Régis, e não outro jogador como foi a opção”, esclareceu. “E eu gostaria de ter um pouco mais de controle pela técnica, assim como as substituições do Arthur Caíke e do Rossi, que foram para trocar as características das funções do meio. Rossi é um jogador de lado, mas que assiste bastante, e a gente estava assistindo”, completou.

 

Roger também comentou sobre a pressão que ele e o time sofrem pelos resultados no início da temporada e que é preciso enfrentar uma disputa de cada vez, colocando a equipe para atuar de acordo com o adversário. “Cada jogo pede uma alternativa de substituição. (...) Olho e faço o que o jogo está pedindo”, comentou.

 

Sobre a opinião do público nas escolhas das substituições, o técnico falou que gostaria de atender os pedidos dos torcedores. “Em algum momento, vou ficar muito feliz se eu puder atender à vontade do nosso torcedor. Não é porque eu não desejo que determinado jogador esteja em campo ou porque não goste do jogador ou porque existe um problema entre a direção e o jogador, alguma coisa neste sentido. O ambiente não deve me condicionar a todo momento. Até porque, se a gente olhar para a arquibancada e fizer uma enquete, vão ter dez escalações diferentes”, defendeu. 

 

Roger ainda falou sobre assumir a responsabilidade do processo e que a todo momento vai ser questionado e sobre as escolhas em campo, independente delas funcionarem, ou não. “Às vezes, você bota um volante e toma um gol. Às vezes, você está vencendo, bota um atacante e faz o terceiro. Ou, se está vencendo, você bota o atacante e toma o segundo gol. Então depende muito do que o jogo fala. O adversário também impõe dificuldade”, argumentou. 

 

Após a derrota que abalou a equipe e a torcida do tricolor, a próxima disputa do time é neste sábado (8), no clássico Ba-Vi, pela terceira rodada da Copa do Nordeste, às 18h, na Arena Fonte Nova.

Compartilhar