Polícia do Rio encerra inquérito do incêndio no Ninho do Urubu
O inquérito sobre o caso do Ninho do Urubu, aberto em fevereiro do ano passado, foi entregue pela Polícia Civil do Rio de Janeiro ao Ministério Público do estado (MP) nesta sexta-feira (7). A investigação buscava causas e culpados pela tragédia que matou dez jovens e deixou três feridos em incêndio no CT das categorias de base do clube carioca (relembre aqui).
Oito indiciamentos apresentados em junho de 2019 foram mantidos, incluindo Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Flamengo. Além dele, três funcionários do clube, três engenheiros da empresa fornecedora dos contêineres que incendiaram e mais um técnico de refrigeração completam a lista do inquérito. O grupo é acusado por dez homicídios com dolo eventual, assumindo o risco de matar, e mais 14 tentativas de homicídio, pelos jovens que estavam no CT e sobreviveram ao incêndio.
A 42ª DP do Rio, responsável pela investigação informou sobre o trabalho entregue. “A unidade estava realizando apenas diligências solicitadas pelo MP, que foram concluídas e encaminhadas ao órgão”, declarou a Polícia Civil.
O caso já havia sido entregue pela 42ª DP em junho, mas o MP devolveu o inquérito solicitando novas investigações. Neste sábado (8), a tragédia no Ninho do Urubu completa um ano.
