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Presidente do STJD explica que jogos sem torcida em casos do MP estão em discussão

Foto: Lucas Figueiredo / CBF

O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, Paulo César Salomão Filho, se manifestou nesta quinta-feira (30) a respeito da possibilidade de jogos que tem a recomendação de torcida única serem de portões fechados. De acordo com o gestor da corte, a decisão está em discussão e que cada caso será avaliado de forma individual.

 

“O que foi discutido, e não foi uma decisão, mas uma, diretriz, recomendação por parte do STJD, do colegiado, é que, em algumas situações, a realização de partidas com torcida única gera um prejuízo ao equilíbrio da competição. Num campeonato de turno único ou em que se tem jogo de ida e volta... Porque, quando se há uma determinação de torcida única no primeiro turno, há uma determinação, pelo princípio da reciprocidade, que o jogo de volta também tenha torcida única. Portanto, o campeonato fica equilibrado. Quando acontece no segundo turno, isso gera um prejuízo, porque, obviamente, que a ausência de torcida visitante gera prejuízo desportivo ao clube que fica privado da  sua torcida sem ter nenhuma responsabilidade por isso. A responsabilidade da segurança, pela legislação desportiva, é do clube mandante, que transfere essa responsabilidade aos órgãos públicos e, quando os órgãos públicos dizem que não têm condição de dar a segurança para a realização da partida, o tribunal, quando for instado, em determinadas situações, pode e irá determinar que seja realizada partida com torcida única, não signifique que seja uma determinação para todos os jogos. Cada vai ser analisado quando o tribunal for instado a se manifestar”, declarou.

 

Ainda segundo Paulo César, a segurança pública tem que trabalhar em tirar os maus torcedores dos estádios para que os apaixonados das duas equipes possam acompanhar as partidas. O clássico Ba-Vi, no momento, tem a recomendação de torcida única por parte do MP-BA.

 

“O futebol tem que ser, como qualquer evento, para se assistir a partida. Tem que se limar os maus torcedores do estádio. Se você não permitir que um torcedor de bem leve a sua família ao estádio, se você disser que os órgãos de segurança pública não têm condição de dar segurança para que o bom torcedor possa ir, é a falência total do Estado. Acaba que isso gera um prejuízo à competição, que é nossa competência. Quando há esse prejuízo, principalmente sem que haja responsabilidade do clube, que vai ficar privado dos seus torcedores, o tribunal deve agir para que haja esse equilíbrio”, indicou.

 

Como não há uma definição sobre o caso, o Ba-Vi do próximo dia 8 de fevereiro, pela Copa do Nordeste, segue com a atual recomendação e a torcida do Bahia será a única nas arquibancadas.

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