Com destino a Salvador, Regata Transat Jacque Vabre larga neste domingo na França
Por Gabriel Rios
Maior regata em duplas do mundo, a Transat Jacques Vabre larga neste domingo (27), às 8h (horário de Salvador), em Le Havre, na França, com destino a Salvador. A capital baiana receberá os veleiros pela 6ª vez, já que também sediou as chegadas nos anos de 2001, 2003, 2005, 2007 e 2017. O percurso será de oito mil quilômetros pelo Atlântico.
A edição deste ano ainda nem começou, mas já entrou para a história. A competição bateu o recorde de participantes com 59 barcos na linha de largada, dividido em 11 países: Alemanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália , Japão, Reino Unido, Suíça e Turquia.
”O número de barcos é impressionante e esperamos uma regata forte tecnicamente”, explicou Gildas Gautier, diretor da competição.
A previsão de chegada dos primeiros barcos no Terminal Turístico Náutico da Bahia, está em 9 de novembro. A Vila da Regata de Salvador (BA), com atrações gratuitas, será aberta ao público em 6 de novembro.
Após duas edições consecutivas com representantes brasileiros, a regata não terá nenhum velejador do país em 2019. O baiano Leonardo Chicourel comentou a experiência vivida em 2017: ”Foi uma experiência inesquecível e espero poder participar outras vezes da regata. Chegar em casa depois de quase um mês de navegação foi uma das maiores emoções da minha carreira”.
Além de Chicourel, o campeão olímpico Eduardo Penido velejou a bordo do Zetra ao lado de Renato Araújo em 2015, e o angolano radicado em São Paulo (SP) José Guilherme Caldas, foi o companheiro do baiano em 2017.
A regata receberá os melhores velejadores do mundo, como os franceses Paul Milhat, Vicent Riou e Jeremie Beyou, o alemão Boris Herman, os britânicos Pip Hare, Sam Davies e Alex Thomson e o norte-americano Charlie Enright.
”Eu velejei para o Brasil outras duas vezes com a Ocean Race, mas em outra direção. A última vez não foi do jeito que gostaria com uma parada na Ilhas Falkland. Mas da primeira vez chegamos no pódio em Itajaí. Espero agora ser novamente bem recebido no País”, contou o norte-americano Charlie Enright.
Os primeiros dias de regata devem ser duros para os velejadores no Canal da Mancha, trecho entre a França e a Inglaterra. O alto tráfego de embarcações e uma entrada de uma frente fria devem complicar a vida das duplas. Há a previsão de ventos contrários e de forte intensidade até a chegada ao Atlântico.
”A regata é uma das mais longas e uma das únicas, como Vendée Globe, que desce para a linha do Equador. As condições não são fáceis, com ventos fortes e contrários no começo e calmaria na metade. A tendência é que eles demorem mais do que o previsto pra chegar”, ressaltou a francesa Sylvie Viant, diretora de prova.
”Além disso, os velejadores gostam de ir para o Brasil porque as condições são diferentes e quando eles chegam são bem recebidos em um país tropical. Os brasileiros são muito simpáticos e acolhedores”, completou.
