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Notícia

Embaixadora do JUBs, medalhista olímpica conta que amor pelo boxe surgiu no colégio

Por Gabriel Rios

Foto: Mario Palhares | B4Y

Medalha de bronze na Olimpíada de Londres 2012, oito ouros em Pan-Americanos e agora campeã latina do Conselho Mundial de Boxe das super-leves, a baiana Adriana Araújo tem um currículo de respeito no boxe. Agora, esse amor pelo esporte, que surgiu na época do colégio, poderá ser passado para novos estudantes. A atleta foi escolhida para ser embaixadora do JUBs, que retorna à Bahia 51 anos depois (relembre aqui).

 

“Para mim é uma honra o secretário Vicente Neto ter me chamado para fazer parte desse ato histórico para a Bahia. Um quadro de atletas tão grande que a Bahia tem, e ele ter me escolhido é muito gratificante. É um reconhecimento que qualquer atleta espera. É poder trocar experiências com esses jovens que estão na universidade, pois comecei a gostar de esportes no colégio. Hoje sou profissional, com grandes competições internacionais, tenho certeza que vou somar muito e poderei passar para eles essa experiência que consegui na minha carreira”, destacou Adriana em entrevista ao Bahia Notícias.

 

 Após o título latino do Conselho Mundial de Boxe, a baiana segue mirando a disputa pelo cinturão da categoria no boxe feminino profissional. De acordo com Adriana, falta pouco para esta oportunidade. Ela deve defender o título em outubro, mas a adversária e o local da luta ainda não foram conhecidos. Se vencer mais esse desafio, irá se credenciar ao Mundial.

 

“O título latino foi muito importante. Foi um degrau que subi. O boxe feminino profissional está crescendo muito nos EUA e na Europa, e graças a Deus continuo crescendo no profissional. Posso estar defendendo ele agora em outubro e, com fé em Deus ganhando, é praticamente certo que farei o Mundial na WBC ainda esse ano”, contou.

 

Apesar de não fazer mais parte do cenário olímpico, Adriana aposta em outra baiana como sua sucessora. Ela elogia a pugilista Bia Ferreira, medalhista de ouro no Pan de Lima, e crê em medalha olímpica da conterrânea nos Jogos de Tóquio 2020: “a Bahia sempre foi um celeiro do boxe. A Beatriz não é diferente. Cheguei a treinar com o pai dela, e eu lembro que ela me via treinando, sempre fui inspiração para ela. Ela teve a oportunidade de estar na seleção e pôde aproveitar muito bem. Ela tem um talento imenso, enorme, é uma menina com o boxe aprimorado. Vem com a nova geração do boxe feminino mundial. Acredito muito que ela possa fazer história no ano que vem em Tóquio”, disse a única mulher brasileira medalhista olímpica em Londres 2012.

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