Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote

Notícia

'Falta diálogo', diz advogado dos jogadores do Figueirense sobre protesto

Foto: Arquivo Pessoal

Com os salários atrasados e direitos de imagem, os jogadores do Figueirense se recusaram a entrar em campo (leia mais aqui) na noite desta última terça-feira (20), e perderam de W.O. para o Cuiabá, na Arena Pantanal, pela 17ª rodada da Série B do Brasileiro. O advogado dos atletas, Filipe Rino, lamentou a postura do departamento jurídico da Elephant, gestora do futebol do clube.

 

"Falta diálogo. O clube quer os atletas em campo, mas não quer dialogar ou assinar algum termo de compromisso que se a empresa não pagar até o dia 28 acontece a rescisão do contrato. Isso foi refutado pela diretoria-executiva", explicou em entrevista à CBN Diário. "A decisão foi tomada de forma unânime. Não há líderes no grupo. O que eu penso é que a lei é clara e eles podem se recusar a jogar. Não é a primeira paralisação. Houve outra em julho. O que é importante é a reflexão: quem conseguiria trabalhar com três meses de atraso? Todos atletas são de fora, precisam pagar aluguel, contas, mas está tudo atrasado", completou.

 

Filipe Rino ainda ressaltou que os jogadores estão respaldados pela lei para fazer o protesto. Além disso, ele frisou que os atletas não temem qualquer retaliação por parte do Figueirense

 

"É muito importante deixar claro que essa paralisação é legal, está prevista na Lei Pelé. A Lei 9615/98 do artigo 32 diz que quando a remuneração tiver em atraso por dois ou mais meses, o atleta pode se negar a competir pela entidade. Então, eles estão totalmente respaldados nessa questão como também ao direito de greve previsto no artigo nono da Constituição Federal", destacou. "Os atletas não temem qualquer tipo de retaliação, até porque a própria torcida do Figueirense, desde o início das semanas vem se solidarizando a eles, a imprensa local, tirando alguns jornalistas isolados, também. Todo mundo é ser humano, todo mundo depende de dinheiro. E eles estão bem conscientes da situação. Sabem que a questão tem um peso, mas talvez seja isso que esteja faltando para dar um passo à frente no Brasil para mudar nosso futebol. Que todos os clubes cumpram os contratos, porque ninguém é obrigado a contratar um atleta. Se contratar um atleta é obrigado a cumprir o contrato", finalizou.

 

Com o W.O., o Figueirense caiu para a 13ª posição na tabela de classificação da Série B ao permanecer com 20 pontos. Enquanto o Cuiabá subiu para a sétima colocação ao somar 26. O próximo jogo do time catarinense está marcado para sábado (24), às 19h, contra o CRB, no Orlando Scarpelli, pela 18ª rodada.

 

A diretoria do Figueirense divulgou um comunicado sobre o episódio:

 

"O Figueirense Futebol Clube comunica que a decisão de promover o W.O. na partida da Série B do Campeonato Brasileiro desta terça-feira, 20 de agosto, contra o Cuiabá, em Mato Grosso, é exclusiva dos jogadores profissionais relacionados para o confronto.

Vale ressaltar que a comissão técnica se apresentou normalmente para a disputa e o setor de logística do Alvinegro promoveu todos os procedimentos prévios para entrada em campo dos atletas."

Compartilhar