Leclerc evita polêmica em favorecimento da Ferrari a Vettel no GP da China
O monegasco Charles Leclerc evitou entrar em polêmica sobre a ordem que recebeu da Ferrari, no rádio, para ceder a terceira posição ao companheiro de equipe, Sebastian Vettel, no GP da China, disputado neste domingo (14). O piloto, de 21 anos, terminou a milésima prova da história da Fórmula 1, na quinta colocação.
"Não foi uma grande corrida para mim. No geral, o fim de semana não foi como eu esperava. No lance com o Sebastian, eu preciso entender o quadro geral, falar com os engenheiros e entender a situação. Não quero fazer comentários tolos antes disso. Estou certo de que há uma explicação por trás dessa decisão e que eu entenderei. Mas já é passado, voltaremos mais fortes", afirmou.
Ainda teve outra decisão da Ferrari durante a prova que não favoreceu Leclerc. A equipe italiana segurou o monegasco na pista por 25 voltas com os pneus médios para que ele pudesse segurar Valtteri Bottas, da Mercedes, após a parada nos boxes e permitir a aproximação de Vettel. A estratégia não funcionou e o alemão terminou na terceira posição, atrás do finlandês que foi o segundo. Além disso, Max Verstappen, da Red Bull, ultrapassou Leclerc durante a rodada da parada nos boxes.
"Se você olhar para a minha corrida, então deveríamos ter parado antes. Se você olhar para a corrida do time, acho que fizeram a coisa certa para diminuir o ritmo da Mercedes para aproximação do Seb, que é o que acredito ter sido o objetivo. Não funcionou, mas pelo menos tentamos e agora é olhar para frente", analisou.
O chefe da Ferrari, Mario Binotto, comentou o favorecimento a Vettel. Ele disse que as decisões não foram pensadas especificamente no alemão, mas sim em alcançar os carros rivais. O italiano ainda ressaltou que Leclerc pode vir a ser favorecido no futuro.
"Não fizemos isso para dar vantagem a um piloto. Era realmente nós, enquanto time, tentando fazer o que dava. Apesar de ter sido cedo, era um momento importante da corrida. Eu entendo o sentimento do Charles. É uma pena para ele, mas naquela altura a Mercedes estava mais rápida e queríamos dar uma chance para ver se o Seb conseguiria acompanhar o ritmo deles. Se o Charles estiver irritado, é um direito que ele tem. Devemos aceitar. É uma pena para ele, mas talvez na próxima vez seja a favor dele", explicou.
Lewis Hamilton venceu o GP da China e assumiu a liderança do campeonato com 68 pontos. Sebastian Vettel está na quarta posição com 37, seguido por Charles Leclerc com um a menos. Já no Mundial de Construtores, a Ferrari aparece na vice-liderança com 72 pontos. A Mercedes lidera a tabela com 129.
O circo da Fórmula 1 segue para o Azerbaijão. A quarta etapa do Mundial está marcada para o dia 28 de abril e a disputa será no circuito da cidade de Baku, capital do país.
