Após confusão na final da Libertadores, Macri pede reflexão para evitar violência
O presidente da Argentina, Mauricio Macri, comentou as confusões envolvendo a torcida do River Plate no dia 24 de novembro, pelo jogo da volta da final da Libertadores contra o Boca. Ele pediu que seja feita uma "profunda reflexão" para evitar que a violência volte a impedir o país de realizar uma final de futebol.
"Foram duros dias os que vivemos no fim de semana passada. O que cabe é uma profunda reflexão por parte de todos. Por que essas coisas nos acontecem e nos permitimos acreditar que, em um jogo, o comportamento deve ser diferente ao da vida diária. Por que toleramos violências às quais não estamos de acordo no dia a dia?", questionou Macri, segundo a Agência Brasil.
"Temos que fazer uma profunda reflexão a respeito, e sentir que isso não pode voltar a acontecer, que as autoridades do futebol internacional digam que não podemos realizar uma final no nosso país", completou.
A Conmebol transferiu a segunda partida para o Santiago Bernabéu, em Madri, na Espanha. No entanto, o River Plate informou que não aceitará jogar na Europa.
"Porque isso já denota uma degradação. Acho que tem muito mais a ver com a decisão, que é absolutamente independente deles, de nos castigar, não nos deixando ter a final que falta no campo do River", completou o presidente argentino, que se mostrou profundamente chateado com a mudança de local.
Macri também mencionou os maus-tratos sofridos por autoridades, como o presidente da Fifa, Gianni Infantino, que acompanharia o confronto no dia em que a partida deveria ter ocorrido.
"É inaceitável. O que houve na entrada do Monumental com as autoridades do futebol internacional é muito mais grave do que o que houve na rua", opinou.
