Apesar da permanência, vestiário do Vasco tem pouca festa e muita cobrança
Foi sofrido até o apito final, mas o Vasco garantiu a permanência na Série A do Brasileiro em 2019 com o empate sem gols contra o Ceará, no Castelão, em Fortaleza, no último domingo (2). A partida foi válida pela 38ª rodada do Brasileirão. Apesar de ter evitado o rebaixamento, o clima no vestiário da equipe não foi de festa e sim de cobranças. Jogadores, comissão técnica e diretoria entendem que o Vasco fez menos do que podia.
Durante a conversa, o zagueiro e capitão Leandro Castan destacou a necessidade da temporada de 2019 ser mais tranquila no clube. Ele recebeu o apoio do presidente Alexandre Campello. Na saída do Castelão, Castan voltou a expressar sua insatisfação pelo time brigar na parte de baixo da tabela do Brasileirão.
"Estou aliviado. Feliz, não estou, porque quando aceitei o desafio de vir eu vim para brigar por título, mas infelizmente não conseguimos fazer os pontos e brigamos lá embaixo. É alívio e aprendizado. O Vasco é muito grande para estar lá embaixo brigando para não ciar", afirmou.
Destaque do Vasco nesta reta final de temporada, o goleiro Fernando Miguel pediu autocrítica para evitar novos riscos na próxima edição do Brasileiro. Ele também chegou a criticar algumas decisões da diretoria vascaína.
"Que tudo o que se passou nesse ano e nos últimos anos sirva de lição, porque senão não vamos continuar brigando contra esse tipo de situação. Não estamos comemorando a permanência, e sim ter lutado contra as nossas próprias limitações. Trocas de comando, isso tudo, precisamos tirar de lição", disse o ex-jogador do Vitória. "O Vasco merece crescer e não pode passar por esse tipo de situação", completou.
O técnico Alberto Valentim agradeceu os jogadores pelo empenho dentro de campo, mas admitiu que o time precisa fazer mais no ano que vem.
"Não tem como não bater em algumas teclas sempre. Fase defensiva de qualidade, marcação, e depois jogar com qualidade na frente. Meu pedido era essa. Jogo de força para se defender, porque não levar gol seria um objetivo conquistado. Havia tensão", falou. "Quando cheguei, disse que íamos brigar mais em cima, mas não conseguimos. Trouxe jogadores que não estavam 100%, como Rildo e Desábato. Martín não pôde vir. De todo jeito, estávamos focados. Não temos que comemorar muito. Precisamos fazer muito mais", finalizou.
O Vasco escapou do rebaixamento ao terminar o Brasileirão na 16ª colocação com 43 pontos, um a mais do que o Sport, que caiu na 17ª posição.
