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Focado na luta contra o rebaixamento, América-MG paralisa planejamento de 2019

Drubscky é o diretor de futebol do Coelho | Foto: Mourão Panda / América-MG

Contratações e renovações são palavras proibidas dentro do América-MG. O foco total do clube é na briga contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro que será definido no domingo (2), a partir das 16h no horário da Bahia. O Coelho encara o Fluminense, no Rio de Janeiro, num duelo de vida ou morte. A vitória garante a equipe na Série A do ano que vem independentemente de qualquer outro resultado. Já o empate, faz o time mineiro torcer por uma derrota da Chapecoense diante do São Paulo, na Arena Condá, e um tropeço do Sport contra o Santos, na Ilha do Retiro, para permanecer na elite do futebol brasileiro.

 

Diante deste cenário em que a partida na capital carioca é tratada como uma final, a diretoria do Coelho paralisou o planejamento da próxima temporada. As conversas para a chegada de novos reforços ou a continuidade de peças importantes do atual elenco serão retomadas assim que as coisas estiverem definidas no Brasileirão, como explica o diretor de futebol, Ricardo Drubscky.

 

"Isso é uma coisa que a gente, há mais de um mês, acertou no América de não programar renovações, não se falar sobre busca de jogadores. Temos um setor no clube que trabalha a pesquisa de mercado, temos feitos reuniões para analisar o mercado de jogadores, mas fica difícil, porque fica nessa situação de trazer jogadores para um nível ou outro de competição. Então, vamos ter que trabalhar muito forte em dezembro, a partir do momento em que se decidir a competição", afirmou.

 

Ricardo reconheceu a medida pode atrapalhar o clube. O atraso pode fazer com que a agremiação perca oportunidades de fechar com jogadores que estão disponíveis no mercado neste momento e até mesmo deixar de renovar com alguma peça do elenco em fim de contrato. Inclusive, nem o técnico do time, Givanildo Oliveira, está garantido de seguir no comando para a próxima temporada. Ele foi contratado apenas para as cinco rodadas finais do Brasileirão com a missão de salvar a equipe do rebaixamento.

 

"É um preço que o América está pagando e que a gente vai tentar tirar com o passar do tempo. A gente tem essa consciência. Temos encontrado dificuldades para confeccionar o elenco, de preparar para a temporada seguinte, mas é isso. O objetivo é permanecer, e permanecendo a gente vai galgando, passo a passo, uma solidificação no mercado. O América precisa ficar uns 10 anos na Primeira Divisão para se fazer time de Série A, para ser o time de Série e, aí sim, caminhar com pernas mais firmes e com estrutura melhor", admitiu Drubscky.

 

O América-MG ocupa a 17ª posição com 40 pontos, um a menos do que a Chape, em 16º, e um a mais do que o Sport, que é o 18º. O Fluminense, que ocupa a 14ª colocação, tem 42 pontos, mesma pontuação do Vasco, que é o 15º.

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