Givanildo valoriza triunfo do América-MG e descarta clima de guerra contra o Fluminense
Por Leandro Aragão
O técnico Givanildo Oliveira deixou o gramado do Estádio Independência aliviado com o triunfo do América-MG por 1 a 0 diante do Bahia, no último domingo (25), pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Coelho depende dele próprio para seguir na elite do futebol brasileiro no ano que vem. Contratado há duas semanas para livrar o time do descenso, o treinador valorizou o feito faltando uma rodada para o término da competição.
"Essa é uma situação diferente, porque eu assumi o América sempre com tempo para fazer trabalho, ou às vezes no meio de uma competição. Com cinco jogos só nunca tinha acontecido. A vitória nos deixa vivos. Temos agora uma semana para descansar, e vamos fazer o último jogo para vencer e com condições de seguir na Série A. Futebol é difícil. Tem hora que futebol é mais complicado que política. Estou falando isso porque eu vim a convite do América. Sabia que eram cinco jogos e a situação que estava, que a maioria das pessoas dava 95% como rebaixado. E a gente veio para ver o que fazia. Essa vitória nos deixa vivos, pois não dependemos de mais ninguém. Vamos ver o que fizemos na última partida", afirmou na entrevista coletiva.
Com a vitória sobre o Bahia, o Coelho subiu para a 17ª colocação e chegou aos 40 pontos, um a menos do que a Chapecoense, que é a 16ª e segue fora da zona da degola. No próximo jogo, válido pela 38ª e última rodada do Brasileirão, o time mineiro viaja até o Rio de Janeiro para enfrentar o Fluminense num duelo de vida ou morte. A equipe carioca aparece na 14ª posição com 42 pontos. Caso, a equipe de Givanildo vença garante a permanência na Série A sem depender de num outro resultado. Mas se empatar, terá que torcer por uma derrota da Chape diante do São Paulo, na Arena Condá. Todos os jogos da jornada derradeira da competição serão no domingo (2), às 16h no horário de Salvador. Ainda sem definição do local do jogo contra o Tricolor carioca, o comandante do Coelho descartou o clima de guerra contra o Tricolor carioca.
"Não posso dizer que a arbitragem preocupa, é prematuro falar isso. Então quem for o juiz que apite bem para os dois lados, mas o local preocupa sim. É interessante, já sei que não pode jogar no Maracanã então vamos ver o local que jogaremos", disse. "Mas não é guerra, futebol não é guerra, tem luta, marcação, eles se desentendem e é normal, mas existe sim compromisso deles, por isso ganhamos hoje. Temos de encarar o Fluminense, fazer o melhor e ganhar. A partir de hoje falo isso porque é realidade. Se vai ganhar ou não, não sei, vamos esperar. Estou achando bom ter essa semana para treinar, porque não fiz um coletivo, que eu gosto. Então foi ali na vontade", finalizou.
Já o Bahia, sem risco de cair para a Série B e já classificado para a Sul-Americana do ano que vem, é o 11º colocado com 47 pontos na tabela de classificação. Na última rodada, o Tricolor recebe a visita do Cruzeiro, na Arena Fonte Nova.
