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Renato Gaúcho não admite o uso de drone, mas avisa: 'O mundo é dos espertos!' 

Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

O técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, falou pela primeira vez sobre a polêmica do drone. Na última segunda-feira (20), a ESPN Brasil revelou que o Grêmio utilizou do equipamento para espionar os adversários durante esta temporada. O espião foi flagrado na semana passada espionando um treino fechado do Lanús, rival do clube gaúcho na final da Libertadores, cuja primeira partida será nesta quarta-feira (22), às 20h45 no horário da Bahia, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre.

 

"Essa palhaçada? Nem queria perder meu tempo com isso, mas vamos lá. Semana passada, eu vi que a Austrália usou drones para espionar a seleção de Honduras. O nosso presidente me mostrou que o Palmeiras ou o São Paulo, em 2015, fez a mesma coisa. Queria falar da ESPN, do Juca Kfouri, que é um jornalista que eu admiro. Ele disse e eu concordo com ele: espionagem no futebol já existe há muito tempo, desde que eu comecei no futebol. Todo time brasileiro tem um espião. Todo. A seleção brasileira tem um espião", disse.

 

No entanto, Renato Gaúcho não admitiu o uso do drone, mas afirmou que "o mundo é dos espertos". "Se foi usado drone ou não, eu não sei. [Os informantes do Grêmio] São pagos para trazer informações sim para nós, de que forma eu não sei. É uma tempestade em copo d'água, um exagero. Parece que inventaram isso ontem, parece que inventaram o drone ontem. O drone existe e está no futebol. Parece que só o Grêmio faz isso. O mundo é dos espertos! Te pergunto, como se ganha uma guerra? Como se neutraliza o adversário? Com suas formas. Com drone, helicóptero, avião, a cavalo, bicicleta. O mundo é dos espertos. Vamos fazer o seguinte, cada um de vocês escolhe treinadores e podem perguntar como eles descobrem as jogadas do adversário. Parece que é só o Grêmio que usa esses artifícios. Futebol é igual guerra", completou.

 

Renato também falou sobre a decisão da Libertadores. O comandante alertou para a já conhecida catimba argentina durante as partidas e disse que pediu aos seus atletas não caírem na armadilha da malandragem dos argentinos. "Eles são, alguns acham, mais malandros do que imaginam que são. Catimbeiros, isso já avisei, para não entrar no jogo deles. Tentam de todas as formas desestabilizar. Sabem que o brasileiro perde a cabeça fácil. Usam este argumento, sempre vão usar, então é um aspecto que sempre usaram. Tentar tirar o brasileiro do sério. Por outro lado, o brasileiro usa o futebol. Se for futebol contra malandragem, ensino o time a jogar futebol e a ser malandro. Eles precisam usar e não entrar no jogo do Lanús", comentou.

 

Em 2008, Renato chegou chegou na final da Libertadores comandando o Fluminense. Naquela ocasião, o clube carioca perdeu o título para a LDU, do Equador. "Feliz por estar em mais uma decisão, a última tinha sido com o Fluminense. Quando você é treinador, você trabalha o campeonato todo, tem uma carninha de pescoço, não é só o filé não. Para chegar na final, tem que comer muita carne de pescoço. Temos muito a ansiedade para que chegue logo a decisão e possamos conquistar o título. Não porque eu perdi em 2008, mas isso representa muito para o Grêmio. Posso escrever minha história no clube, como eles também e a história ninguém apaga", declarou.

 

A segunda e decisiva partida da final da Libertadores está marcada para a próxima quarta-feira (29), na cidade de Lanús, na Argentina.

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