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Pelé lembra de racismo e minimiza: ‘No final, todos me abraçavam e pediam desculpas'

Foto: Ricardo Stuckert / CBF

Durante a carreira de jogador de futebol, Pelé disse que também foi alvo de atos de racismo. No entanto, ele nunca se engajou na luta contra o preconceito racial. Em entrevista ao Estadão, o Rei do futebol minimizou o problema dentro das quatro linhas.

 

"Durante os meus mais de 20 anos de carreira, aprendi a entender as ofensas pelo fanatismo dos torcedores e jogadores. Na emoção, durante os jogos, o torcedor e o jogador desabafam, ofendendo as mães e também pelo lado do racismo", afirmou. "No meu caso, quando terminava o jogo, todos vinham me abraçar e pedir desculpas. Atualmente acho que é bem diferente. Há mais respeito e a imprensa está mais presente", disse em outro trecho.

 

Na última segunda-feira (23), Pelé comemorou 77 anos de idade. Ele também foi homenageado na premiação de melhores do mundo da Fifa, realizada em Londres, na Inglaterra. Já o racismo deu as caras no futebol no último domingo (22), no clássico Ba-Vi, na Arena Fonte Nova, em Salvador, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. O volante do Bahia, Renê Júnior, disse ter sido chamado de macaco pelo atacante do Vitória, Santiago Tréllez. Em vídeo publicado nas redes sociais, o colombiano pediu desculpas e disse que foi um mal entendido. O Esquadrão de Aço venceu a partida por 2 a 1, com gols de Mendoza e Edigar Junio, enquanto que Wallace descontou para o Leão.

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