Nos playoffs da Liga Nacional de futebol americano, Cavalaria convive com dificuldades
Por Matheus Caldas
No mês passado, a Cavalaria 2 de Julho fez história ao ser tornar o primeiro time baiano a chegar aos playoffs da Liga Nacional de futebol americano, o campeonato nacional da modalidade (leia mais aqui). O adversário será o João Pessoa Espectros-PB, neste domingo (8), às 14h, na Vila Olímpica da capital paraibana, em jogo único. Técnico da dissidência do Vitória Futebol Americano (leia mais aqui), Armando Chaves celebra a marca conquistada, sobretudo pelas dificuldades enfrentadas.
Dentre os desafios, está o deslocamento. “Ilhado” na Bahia, a Cavalaria tem em Recife o destino mais próximo para ser adversário visitante. “Toda a logística do jogo já é um obstáculo. Tudo isso é através do nosso esforço e do nosso pioneirismo. Levamos nosso time como tudo. É apaixonante o esporte. Faz com que 50 pessoas enfrentem essa loucura todo ano e façam o esporte crescer no estado”, destaca, em entrevista ao Bahia Notícias.
E, neste confronto contra o Espectros, a primeira dificuldade já estará neste deslocamento que será feito de ônibus até João Pessoa. “Viajaremos sábado de ônibus e já voltamos no domingo. Já é um desgaste e isso favorece o adversário”, pondera.
A Cavalaria jogará com essas dificuldades para bater um adversário favorito. Esta é a sétima vez que o time da Paraíba chega à fase final da Conferência Nordeste.
Na primeira fase, houve um confronto entre os dois times e o Espectros venceu com ampla vantagem. Para Chaves, é a hora do time baiano entrar "na retranca" para conseguir a classificação à final nordestina. “Acho que poderemos fazer um jogo mais franco. Poderemos ganhar, sim, se controlarmos mais o jogo. Se fosse no futebol, faríamos uma retranca. Não é um time imbatível. Vale tudo”, projeta.
Mesmo com fim da parceria com o Vitória, em maio deste ano, e com o novo nome, a Cavalaria não se sentiu prejudicada. De acordo com o técnico, haviam alguns problemas com o Rubro-negro e a diretoria do time de futebol americano optou por romper o vínculo. “A gente teve dificuldades, porque o que esperávamos da parceria com o Vitória era um meio facilitador para conseguirmos algo, principalmente pela dificuldade política de conseguir algo na Bahia”, explica. No tempo em que se chamava Vitória Futebol Americano, Chaves crê que o melhor extraído foi a relação com a torcida. “Vendíamos ingressos e camisas em jogo do time e arrecadávamos dinheiro. Era legal”, emenda.
Atualmente, outra dificuldade que o time possui é com uma estrutura maior para os jogos. Atualmente mandando os jogos na Arena Salvador Club, no Wet’n Wild, o intuito era jogar no Estádio de Pituaçu. No entanto, além do custo para alugar o espaço, a Sudesb, administradora da praça esportiva, argumentou que o futebol americano estraga o gramado do equipamento. “Justificaram que o Salvador Bowl [evento de futebol americano] agrediu o gramado. Mas já teve um evento de cross fit (risos). O Internacional comprovou na final do Campeonato Gaúcho que o futebol agrediu mais o gramado do Beira-Rio que o futebol americano”, se defende.
Caso avance à final, o time baiano enfrentará o Ceará Caçadores ou Recife Mariners. Daí, haverá a final nacional, com os vencedores das Conferências Centro-Oeste, Sul e Sudeste.
O lance a lance do jogo será feito pelo site FABR Network (clique aqui).
