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Notícia

Depois de perder o estadual, São Francisco busca renascer no futebol feminino brasileiro

Por Edimário Duplat

Foto: Divulgação
Terceira equipe do ranking nacional, o São Francisco do Conde é uma referência no futebol feminino baiano. Com 14 títulos em sequência no estadual, a equipe do Recôncavo também figurou entre as melhores do país nos últimos anos, chegando às fases mais avançadas do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil da atualidade. Entretanto, a derrota para o Vitória nas semifinais do Baianão 2017 provocou mudanças na equipe, que agora se prepara para um reformulado Brasileirão.
 
“Eu não serei mais o treinador. Serei só supervisor da equipe e vamos trazer um novo técnico, que será definido já nesse fim de semana. Isso vai trazer uma nova cara para o time, além de dar um novo espírito para as atletas, que vão concorrer pela titularidade. Foi uma opção minha, já que trabalho com isso há 25 anos. Precisamos nos organizar mais e ficarei na parte administrativa para ajudar o clube a crescer”, afirmou o atual treinador, professor Mário Augusto, em entrevista ao Bahia Notícias. Para o técnico, o novo formato do torneio requer maior atenção e cuidado para que o clube não perca o seu posto no cenário nacional.


São Francisco fatura o seu 14º título baiano em 2015/2016 | Foto: Divulgação/FBF

“Vamos treinar firme e nos organizar para fazer uma boa campanha e não cair para a segunda divisão. Agora temos dois níveis, e nosso time tem que honrar a posição dele. Agora temos um torneio que vai ser mais longo, com visibilidade na TV e todo cuidado da CBF, com retorno de verbas e premiação”, completou. No atual formato, o Brasileiro Feminino apresenta 16 equipes que foram divididas em duas chaves. Os clubes jogam em ida e volta dentro de sua própria chave com os quatro primeiros classificando-se para as quartas de final em formato de mata-mata.

O medo do rebaixamento é um problema real para o São Francisco. Mesmo com boas apresentações a nível nacional, grande parte dos confrontos do time eram com equipes da região Nordeste e Norte por conta do formato zonal do Brasileirão anterior e da Copa do Brasil. Porém, ao enfrentar equipes mais estruturadas e com poder financeiro maior, as baianas não conseguiam apresentar o mesmo repertório mostrado nas fases iniciais. Agora, com os 16 melhores do ranking em um único torneio, a estrutura e o orçamento já se apresentam como um problema real para o planejamento da equipe tricolor.


Foto: Reprodução/Facebook

“Estamos começando os treinamentos nesta semana, com o intuito de fazer a pré-temporada para o Brasileirão. Infelizmente tivemos a perda de quatro jogadoras, que foram assediadas por outras equipes. Imaginei que isso iria acontecer, por que agora que a competição cresceu muitas delas procuram por uma maior visibilidade, já que alguns clubes paulistas têm viajado para o exterior. Mas o São Francisco é um time de tradição no futebol feminino e nós já estamos nos reforçando. Contratamos oito jogadoras, porque precisamos de um elenco maior. A grande questão que nos atrapalha é monetária. Temos um bom nome no cenário nacional. Entretanto, o poder econômico dos times do Sul e Sudeste nos dificulta, já que não temos condição de pagar um salário de verdade e sim uma ajuda de custo. Enquanto as equipes figuram na faixa dos R$ 1.500 A R$ 2.000, podemos apenas ajudar com R$ 700”, afirmou o professor Mário, que também revelou o nome dos reforços:  a goleira Valdinúbia, que defendia o Lusaca. a zagueira Andiara, as meias Priscila, Ruth e Rebeca e as atacantes Raíssa, Bárbara e Maria.
  
Presente no Grupo 1, o São Francisco terá como adversários as equipes do Audax, Corinthians, Grêmio, Iranduba-AM, Kindermann-SC, Sport Recife e Vitória-PE. O torneio será realizado entre os dias 12 de março e 9 de agosto.

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