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Após ano olímpico, federações nacionais terão diminuição de repasses do COB

Foto: Divulgação
Depois da realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, o legado olímpico não se desenha como um dos melhores para o esporte nacional. Em 2017, as confederações esportivas do país vão receber R$ 13 milhões a menos em repasses do Comitê Olímpico do Brasil (COB), oriundos da divisão dos recursos financeiros oriundos da Lei Agnelo/Piva. "Estamos cientes da necessidade de seguir com o desenvolvimento sustentável do esporte olímpico de alto rendimento no país, especialmente depois dos Jogos do Rio. O planejamento do COB para 2017 foi desenhado para minimizar o impacto financeiro sobre as condições de preparação dos atletas, nesse que é o primeiro ano do ciclo olímpico até Tóquio-2020", disse o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman. Segundo o Comitê, a projeção e distribuição de recursos tem diminuído por conta do montante arrecadado via recursos da loteria federal. Enquanto em 2015, o valor arrecadado foi de R$ 208 milhões, em 2016 os números caíram para R$ 179 milhões.  Além disso, a entidade reformulou os critérios de distribuição, com a intenção de preservar as condições dos atletas e ajudar no aprimoramento das confederações. "Para orientar a distribuição dos recursos, estabelecemos dez critérios técnicos esportivos e de gestão financeira das confederações. Esses critérios aperfeiçoam o que já vinha sendo feito pelo COB, na direção da maior transparência e governança na distribuição dos recursos da Lei Agnelo/Piva, em benefício do esporte e dos atletas, que são a razão de ser de todo o Movimento Olímpico Brasileiro", explicou o diretor executivo de esportes do COB, Agberto Guimarães. Por esses critérios, que dão como importância o número de medalhas em eventos olímpicos e mundiais, além de índice de efetividade e gestão financeira, as confederações que mais receberão repasses são as de vôlei e judô.

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