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Presidente da FIBA explica punição para a CBB: ‘Brasil é alertado há três anos’

Foto: Divulgação
A recente suspensão de três meses sofrida pela Confederação Brasileira de Basketball (CBB) é decisão que reflete a má gestão da entidade nos últimos anos. Isso é o que afirma o presidente da Federação Internacional de Basquete (FIBA), Horacio Muratore, que confirmou ter feito alertas sucessivos para o Brasil em relação aos problemas internos que existem desde 2013.

"Já faz três anos que tocamos no mesmo assunto. Não sei o que eles pensam. Isso é um problema subjetivo deles, tem que perguntar e cobrar explicações deles. Nós não gostamos de suspender ninguém, mas chegou a um momento que era necessário. É preciso uma boa governança, uma federação forte, o Brasil tem seu basquete como um dos melhores do mundo. Pedimos a todos os brasileiros que gostam do esporte que ajudem neste momento", afirmou o mandatário em entrevista ao site espn.com.br.

Pedindo que a CBB cumpra os regulamentos, a FIBA enviou uma carta explicando a suspensão e afirmando que contatará a Confederação para ajudar na restituição do país no cenário mundial.

Confira abaixo a carta enviada pela FIBA para a CBB: 

A Diretoria da CBB reunida, nesta quarta-feira (dia 16), analisou a correspondência da FIBA, e explica que foi surpreendida pela suspensão temporária da entidade, pois acreditava que todas as mudanças destacadas pela FIBA seriam e poderiam ser implementadas sem a suspensão da entidade, uma vez que a CBB nunca se opôs à força tarefa proposta pela FIBA.
 
O Sr. José Luis Saez, dirigente indicado pela FIBA, visitou a CBB em uma única oportunidade e recebeu todas as informações que solicitou e que também foram complementadas em correspondências posteriores.
 
A CBB reconhece o momento de dificuldade e entende a posição da FIBA, e não irá recorrer de sua decisão. Em entrevista coletiva na próxima segunda-feira (21), às 10h de Brasília, na sede do Comitê Olímpico do Brasil, a CBB irá apresentar sua posição em relação aos pontos abordados na carta da FIBA e as medidas que tomará independente das medidas que a força tarefa da FIBA poderá vir a adotar.

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