Hackers acusam Wada de acobertar doping de Simone Biles e irmãs Williams
Uma invasão hacker pode abalar o mundo esportivo. Nesta terça-feira (13), um grupo russo denominado Fancy Bears (veja o site aqui) invadiu o site da Agência Mundial Antidoping (Wada, em inglês) e exibiu supostas provas de que a ginasta Simone Biles e as tenistas Venus e Serena Williams teriam se dopado, com conivência da entidade.
Os hackers dizem ‘lutar pelo fair play e pelo esporte limpo’. Por meio do seu site oficial, a Wada confirmou que teve informações confidenciais invadidas por hackers. “A Wada condena estes ataques cibernéticos que estão sendo realizados em uma tentativa de afetar a Wada e o sistema global antidoping”, disse Olivier Niggli, diretor-geral da entidade.
Apesar do comunicado, a agência não confirmou se os documentos vazados são reais, nem se defendeu das acusações do grupo russo. O grupo Fancy Bears garante que as substâncias foram repassadas com fins terapêuticos, o que acobertaria o doping.
Além das irmãs Williams e de Biles, a jogadora de basquete, Elena Delle Donne, teria sido flagrada pelo uso de hidrocortisol.
As acusações são extensas. Serena teria utilizado as substâncias oxicodona e hidromorfona, utilizados para tratamento de dores, prednisona e prednisolona, que aumentam a capacidade de energia, e metilprednisolona, também usada em tratamentos inflamatórios. A estrela do tênis feminino não ganhou medalhas no Rio.
Venus, por sua vez, é acusada de ter usado as substâncias triancinolona e prednisolona, que são anti-inflamatórias. Simone Biles, dona de quatro ouros e um bronze na última Olimpíada, teria utilizado anfetaminas com prescrição médica.
